Ebulição em Alvalade

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Filipe Soares Franco avisou que se demitia da presidência do Sporting caso a sua proposta de venda de património não desportivo fosse rejeitada. A assembleia geral, onde nem quatro mil associados leoninos marcaram presença (número demasiado baixo tendo em conta a grandiosidade do clube e a importância do momento), ditou a sua derrota. Pode argumentar-se que o líder viu a maioria dos votantes estar do seu lado, o que é verdade, mas para fazer passar a sua ideia, precisava de dois terços dos votos e isso, embora por escassa margem, não foi atingido. Agora, no imediato, resta-lhe apresentar a demissão e, dessa forma, cumprir o prometido.

Mas, e depois da demissão? Soares Franco vai, pura e simplesmente, sair de cena ou apresentar-se como candidato às próximas eleições? Tendo em conta o “forcing” que fez antes desta assembleia geral, creio que a atitude mais sensata seria abdicar da corrida eleitoral. Afinal de contas, ele já sabe que tem a maioria dos associados do seu lado, mas não um número tão significativo que lhe permita enveredar pelo caminho que considera ser o ideal para o futuro a curto-médio prazo do clube de Alvalade.

Pessoalmente, porém, penso que Soares Franco vai avançar para as eleições. Se ele não estivesse interessado em continuar como líder do Sporting não tinha anunciado, em jeito de pressão, que se demitia caso a sua proposta fosse chumbada no Pavilhão Atlântico.

Uma coisa é certa, independentemente da opção de Soares Franco, as “guerras” no interior do clube vão continuar em grande estilo. E logo num momento em que a equipa de futebol precisa de serenidade…

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