Eleições e TV

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Ninguém melhor do que Pinto da Costa sabe que este é um título conquistado sem grande brilho. Sem futebol de qualidade. Sem inebriar os adeptos. Sem valorizar as vedetas. Tudo aos repelões.

Este é um título muito mais perdido pelo Benfica do que vencido pelo FC Porto. Mas os números não mentem e Pinto da Costa já leva mais um campeonato no bolso.

Com esta vitória inesperada no campeonato, o líder portista acende mais uma crise no seu principal rival. Na Luz, Luís Filipe Vieira já terá percebido que o ambiente se pode complicar para as eleições, caso o presidente não resolva com assertividade o problema do treinador.

Jorge Jesus chegou ao fim da linha na tolerância dos adeptos quando, fruto de uma péssima gestão do esforço dos atletas, perdeu oito pontos em três jornadas, para mais concluídas com a derrota em casa frente ao FC Porto.

Para lá do dossiê treinador, Vieira tem outra bota ainda mais complicada de descalçar – os direitos televisivos dos jogos do Benfica para lá de 2013 não estão vendidos. A proposta da Olivedesportos é já muito atraente no plano financeiro. Mas terá Vieira ambiente interno para fechar contrato com Joaquim Oliveira? E, se não fechar o negócio, que jogadores será forçado a vender? Vieira precisa de iniciar um novo ciclo virtuoso onde não cabe Jesus.

P.S.: As eliminações de Barcelona e Real Madrid na Liga dos Campeões são a história de dois gigantes poderosos que, de tanto se combaterem entre si, ficam ao ponto de cair com mero sopro de equipas médias. Também no futebol, gerir as tensões e exigências da opinião pública nacional e atingir objetivos de dimensão europeia está inconciliável.

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