Em busca da glória

Adicione como fonte preferencial no Google
Em busca da glória
Em busca da glória

Afesta já começou no Brasil. Daqui a um mês, precisamente no dia 13 de julho, o Estádio Maracanã será o palco de todas as emoções para consagrar o novo campeão mundial. Serão 64 partidas de grande intensidade, onde os sonhos de 32 nações vão estar em confronto. Quem levará a melhor? Muito provavelmente, a seleção que mais souber aproveitar o talento individual ao serviço de um jogo coletivo forte.

Ao contrário de outros Mundiais, em que Pelé, Maradona ou Ronaldo foram reis e senhores, o paradigma mudou nas últimas competições. Hoje não é apenas pela relevância de um ou dois jogadores extraordinários que uma seleção chega à vitória. Isso ajuda, mas não chega. Os campeões destacam-se pela força e coesão do grupo. E só com grandes equipas é que as principais figuras podem fazer a diferença.

Foi assim que a Espanha venceu dois Europeus e o último Mundial e, por manter essa mesma filosofia, volta a ser uma grande favorita à vitória, a par do Brasil e da Alemanha. O Brasil é um crónico candidato, e a jogar em casa tem ainda mais responsabilidades para conquistar o hexa. Já a Alemanha, com a sua nova geração de grandes futebolistas numa fase mais madura, terá certamente uma palavra importante a dizer com o seu futebol compacto e eficaz.

Num segundo plano, colocaria Argentina, Holanda, França e Itália como equipas a ter igualmente em conta no caminho até à final. Se a defesa não comprometer, do meio-campo para frente, com Messi à cabeça, os argentinos não pedem meças a ninguém. Os holandeses já mostraram que são capazes do melhor e do pior. Qualidade não lhes falta, pelo que há sempre que contar com Robben e companhia. Com uma nova fornada de jogadores talentosos, como Varane, Mangala, Pogba ou Griezmann, os franceses poderão surpreender. Quanto à Itália, e apesar dos resultados pouco convincentes, é uma seleção que vai sempre longe nos Mundiais, por força da sua consistência defensiva e capacidade finalizadora.

Por último, existe ainda espaço para a afirmação de outsiders, que num bom momento poderão fazer deste Mundial’2014 uma caminhada memorável. Aqui podemos incluir Portugal. Se funcionarmos bem como equipa, e o jogo contra a Irlanda deu boas indicações nesse sentido, e com Nani e Cristiano Ronaldo em pleno, teremos um grupo forte, capaz de enfrentar qualquer adversário.

Entre os outsiders, apontaria ainda Bélgica, Colômbia e Uruguai. Com um grupo de futebolistas talentosos e com grande experiência nas principais ligas europeias, os belgas podem ser a grande surpresa da competição. Têm qualidade em todos os sectores, da baliza ao ataque. Mesmo sem Falcão, a Colômbia também deverá ser levada em conta, em função da elevada matéria-prima, sobretudo no ataque, que leva ao Brasil. Com Guarín, James, Quintero, Cuadrado, Jackson e Bacca, entre outros, é possível sonhar. Já o Uruguai, depois das meias-finais em 2010, com um grupo experiente e Luis Suárez em grande forma no ataque, poderá ir longe novamente.

Em competições de curta duração, a frescura física e a motivação psicológica podem assumir um papel decisivo no sucesso de uma seleção. Depois de uma época desgastante, quem melhor tiver preparado o Mundial, em termos de rendimento físico e anímico, acabará por ter maiores chances de vencer. É uma grande montra para todos os jogadores, pelo que motivação não vai faltar. Com mais ou menos argumentos, é hora de desfrutar do momento, dar o que se tem e não tem, e partir em busca da glória.

O CRAQUE

Depois da desconfiança, gerada por uma temporada “para esquecer” ao serviço do Manchester United onde pouco jogou, Nani teve de fazer uma espécie de pré-época para se preparar para este Mundial. Recuperar os índices físicos e mentais foi o objetivo e a missão parece estar cumprida. A partida frente à Irlanda trouxe boas sensações e tudo indica que Nani está pronto para ser uma peça importante na equipa portuguesa, trazendo velocidade, capacidade de rutura e assistências ao nosso jogo. Uma boa notícia para Portugal.

A JOGADA

É certo que a organização brasileira deste Mundial não foi perfeita. Atrasos nas construções dos estádios, derrapagens orçamentais, infraestruturas por completar e manifestações sociais foram e são problemas que não devem ser ignorados. Contudo, esta é também uma oportunidade de o país se afirmar externamente como potência turística, tendo a possibilidade de organizar uma grande festa, com a cor, a alegria e o samba que caraterizam as suas gentes e ainda uma paixão pelo futebol que pode fazer deste o melhor Mundial de sempre.

A DÚVIDA

Além de Paulo Bento, o nosso país estará representado neste Mundial com mais dois selecionadores: Carlos Queiroz (Irão) e Fernando Santos (Grécia), a quem aproveito para desejar toda a sorte. Com Argentina, Nigéria e Bósnia pela frente, o Irão terá de conseguir superar-se através de muita vontade e crer. Já a Grécia, fazendo uso da sua reconhecida força defensiva, irá lutar com Japão, Colômbia e Costa do Marfim por um lugar nos oitavos-de-final. Face à qualidade dos seus técnicos, será que Irão e Grécia conseguirão surpreender neste Mundial?

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade