Escolhendo os melhores
Esta noite, o Olhanense-Sp. Braga será o último jogo do ano da Liga. Com 13 jornadas cumpridas, já podemos fazer um balanço, dando primazia às principais estrelas da competição, isto é, aos jogadores. Sabendo que este tipo de escolhas envolve sempre um elevado grau de subjetividade, dado que cada treinador de bancada terá uma eleição diferente, assumi o risco de elaborar dois onzes distintos com os melhores portugueses e estrangeiros deste primeiro terço de campeonato.
Entre os melhores lusos, destaco o guardião leonino Rui Patrício, que ganhou a titularidade na Seleção, a par do defesa-direito João Pereira. Já o pacense Luisinho tem exibido bons atributos na esquerda, enquanto que os centrais Rolando (FC Porto) e Henrique (Feirense) têm sido pedras basilares na consistência defensiva das suas equipas.
A meio-campo, o leão Adrien Silva, emprestado à Académica, está a viver a sua melhor época como sénior, com golos e boas exibições. Já o portista João Moutinho parece ter readquirido a entrega e leitura de jogo a que nos habituou. Nas alas, Hélder Barbosa deixou finalmente de ser uma promessa no Sp. Braga e o fogaceiro Carlos Fonseca foi uma boa surpresa. Para o ataque, a experiência de João Tomás (Rio Ave) e a juventude de João Silva (V. Setúbal) provam que os avançados portugueses são sinónimo de golos.
No onze dos estrangeiros, a baliza tem de ser entregue a Artur, quanto a mim o melhor guarda-redes da competição. Para as laterais escolho dois uruguaios: Maxi Pereira (Benfica) e Álvaro Pereira (FC Porto), os que melhor defendem e atacam pelos corredores. Para a zona central, opto pela águia Garay e pelo leão Onyewu, reforços que trouxeram maior qualidade aos rivais lisboetas.
Fernando voltou a mostrar por que é quase insubstituível na posição de médio-defensivo do FC Porto. Por seu turno, Elias chegou, viu e venceu, tornando-se peça-chave da equipa leonina. Mesmo com alguns momentos maus, Hulk continua a ser uma das estrelas do campeonato, sobretudo quando joga nas alas, enquanto que o espanhol Capel, com um pé esquerdo de encantar, é uma das principais referências em Alvalade.
Na frente, dois artilheiros natos. O avançado Baba continua a exibir veia goleadora (será uma pena se deixar o Marítimo a meio da prova, mas uma venda lucrativa poderá, compreensivelmente, falar mais alto) e, por muitas críticas que lhe façam, Cardozo continua a ser um abono de família para os lados da Luz.
De fora desta escolha ficam nomes como Luisão, Javi García e Aimar (Benfica), Nuno Coelho e Rui Rego (Beira-Mar), Djamal e Quim (Sp. Braga), Hugo Vieira (Gil Vicente), Manuel Curto (U. Leiria), Rúben Ferreira (Marítimo), Felipe Lopes (Nacional), Fernando Alexandre (Olhanense), Helton (FC Porto), Yazalde (Rio Ave), Schaars (Sporting), Bruno Teles (V. Guimarães) ou Diego (V. Setúbal), entre outros, o que atesta a matéria-prima de qualidade existente na competição.
E ainda faltam aqui alguns nomes sonantes. Estão reservados para a próxima semana, altura em que falarei das revelações e desilusões do campeonato. Por agora aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os portugueses, e em especial aos leitores de Record.
