Esperança em Alvalade
A prestação da turma portuguesa na cidade dos Beatles não foi famosa. Porém, se a base de comparação se resumir ao que foi feito nos derradeiros compromissos internos, então deve considerar-se interessante. É que por mais que se tente desviar as atenções e procure justificar isto ou aquilo - utilizando a sorte, o azar, o erro do árbitro ou outra coisa qualquer como atenuante - a verdade é que o Sporting tem andado a jogar pouco. E mal. E quando isso acontece, o mais normal é perder. Ou pelo menos não ganhar. Mas, diante de um Everton mais forte do que aquele que jogou com o Benfica nesta mesma competição, o Sporting não esteve longe de novo "naufrágio". Aquando do segundo golo dos britânicos temi que, como sucedeu no Porto ou em casa com o Benfica, a formação de Carvalhal se desmoronasse. Vacilou, é certo, mas lá se recompôs, a tempo de ganhar um penálti que Miguel Veloso transformou sem sobressaltos. E não ganhou só isso. A esperança é, de momento, outra. Bem maior. Numa equipa onde a confiança é reduzida, uma derrota tangencial fora de casa numa eliminatória a duas mãos é... muito simpático. Mas, sejamos realistas, se este é um resultado que deixa legítimas esperanças, é conveniente que jogadores, dirigentes, técnicos e adeptos entendam que, por agora, a vantagem pertence ao Everton. Mais: para seguir até à ronda seguinte, aos leões pede-se algo que há muito não conseguem - ganhar um jogo. Pelo meio - como se as paupérrimas prestações da equipa de futebol não fosse preocupação suficiente a juntar à débil situação financeira -, vamos assistindo à troca de galhardetes (mais ou menos directos) entre algumas das principais figuras do clube. Bettencourt, naturalmente, não é culpado de todos males, mas também precisa de aprender que alguns, pelo simples facto de ser o presidente do clube, podiam e deviam ser resolvidos por ele. Ou, pelo menos, combatidos de forma evidente. Não parece que o tenha feito sempre ou, se o fez, passou algo despercebido. Aliás, desde que o líder não esteve no Dragão, aquando do embate com o FC Porto na Taça de Portugal, que a sua imagem está em queda junto de muitos sportinguistas. E não falo apenas dos adeptos de bancada. E, convenhamos, assiste-lhes alguma (para não dizer muita) razão. Uma das características dos clubes em crise é a sistemática queda para a querela interna. No Sporting isso é evidente. Aliás, não deve ser por acaso que, nos últimos anos, se têm observado tantas diferenças de opinião (que são salutares) acabar em confronto verbal. Acredito que estaremos a ver (a ler e a ouvir) apenas mais uma. O problema é que, enquanto as energias são desperdiçadas em coisas menores, o importante continua por resolver. E isso, em traços gerais, significa mais tempo a pensar que derrotas por um golo de diferença são boas. Contudo, para um emblema grande a única coisa boa são as vitórias, os títulos...
O Sporting continua sem vencer. Aliás, na terça-feira, em Liverpool, diante do Everton, nem sequer empatou. No entanto, ao invés do que tem sido normal, desta vez a família leonina encaixou bem o desaire. É que o 1-2, devido ao golo apontado fora, deixa tudo em aberto para o embate da segunda mão. A qualificação para a ronda seguinte da Liga Europa é, de facto, possível. "Bastará", em Alvalade, vencer por 1-0...
A prestação da turma portuguesa na cidade dos Beatles não foi famosa. Porém, se a base de comparação se resumir ao que foi feito nos derradeiros compromissos internos, então deve considerar-se interessante. É que por mais que se tente desviar as atenções e procure justificar isto ou aquilo - utilizando a sorte, o azar, o erro do árbitro ou outra coisa qualquer como atenuante - a verdade é que o Sporting tem andado a jogar pouco. E mal. E quando isso acontece, o mais normal é perder. Ou pelo menos não ganhar.
Mas, diante de um Everton mais forte do que aquele que jogou com o Benfica nesta mesma competição, o Sporting não esteve longe de novo "naufrágio". Aquando do segundo golo dos britânicos temi que, como sucedeu no Porto ou em casa com o Benfica, a formação de Carvalhal se desmoronasse. Vacilou, é certo, mas lá se recompôs, a tempo de ganhar um penálti que Miguel Veloso transformou sem sobressaltos. E não ganhou só isso. A esperança é, de momento, outra. Bem maior.
Numa equipa onde a confiança é reduzida, uma derrota tangencial fora de casa numa eliminatória a duas mãos é... muito simpático. Mas, sejamos realistas, se este é um resultado que deixa legítimas esperanças, é conveniente que jogadores, dirigentes, técnicos e adeptos entendam que, por agora, a vantagem pertence ao Everton. Mais: para seguir até à ronda seguinte, aos leões pede-se algo que há muito não conseguem - ganhar um jogo.
Pelo meio - como se as paupérrimas prestações da equipa de futebol não fosse preocupação suficiente a juntar à débil situação financeira -, vamos assistindo à troca de galhardetes (mais ou menos directos) entre algumas das principais figuras do clube. Bettencourt, naturalmente, não é culpado de todos males, mas também precisa de aprender que alguns, pelo simples facto de ser o presidente do clube, podiam e deviam ser resolvidos por ele. Ou, pelo menos, combatidos de forma evidente. Não parece que o tenha feito sempre ou, se o fez, passou algo despercebido. Aliás, desde que o líder não esteve no Dragão, aquando do embate com o FC Porto na Taça de Portugal, que a sua imagem está em queda junto de muitos sportinguistas. E não falo apenas dos adeptos de bancada. E, convenhamos, assiste-lhes alguma (para não dizer muita) razão.
Uma das características dos clubes em crise é a sistemática queda para a querela interna. No Sporting isso é evidente. Aliás, não deve ser por acaso que, nos últimos anos, se têm observado tantas diferenças de opinião (que são salutares) acabar em confronto verbal. Acredito que estaremos a ver (a ler e a ouvir) apenas mais uma. O problema é que, enquanto as energias são desperdiçadas em coisas menores, o importante continua por resolver. E isso, em traços gerais, significa mais tempo a pensar que derrotas por um golo de diferença são boas. Contudo, para um emblema grande a única coisa boa são as vitórias, os títulos...
A prestação da turma portuguesa na cidade dos Beatles não foi famosa. Porém, se a base de comparação se resumir ao que foi feito nos derradeiros compromissos internos, então deve considerar-se interessante. É que por mais que se tente desviar as atenções e procure justificar isto ou aquilo - utilizando a sorte, o azar, o erro do árbitro ou outra coisa qualquer como atenuante - a verdade é que o Sporting tem andado a jogar pouco. E mal. E quando isso acontece, o mais normal é perder. Ou pelo menos não ganhar.
Mas, diante de um Everton mais forte do que aquele que jogou com o Benfica nesta mesma competição, o Sporting não esteve longe de novo "naufrágio". Aquando do segundo golo dos britânicos temi que, como sucedeu no Porto ou em casa com o Benfica, a formação de Carvalhal se desmoronasse. Vacilou, é certo, mas lá se recompôs, a tempo de ganhar um penálti que Miguel Veloso transformou sem sobressaltos. E não ganhou só isso. A esperança é, de momento, outra. Bem maior.
Numa equipa onde a confiança é reduzida, uma derrota tangencial fora de casa numa eliminatória a duas mãos é... muito simpático. Mas, sejamos realistas, se este é um resultado que deixa legítimas esperanças, é conveniente que jogadores, dirigentes, técnicos e adeptos entendam que, por agora, a vantagem pertence ao Everton. Mais: para seguir até à ronda seguinte, aos leões pede-se algo que há muito não conseguem - ganhar um jogo.
Pelo meio - como se as paupérrimas prestações da equipa de futebol não fosse preocupação suficiente a juntar à débil situação financeira -, vamos assistindo à troca de galhardetes (mais ou menos directos) entre algumas das principais figuras do clube. Bettencourt, naturalmente, não é culpado de todos males, mas também precisa de aprender que alguns, pelo simples facto de ser o presidente do clube, podiam e deviam ser resolvidos por ele. Ou, pelo menos, combatidos de forma evidente. Não parece que o tenha feito sempre ou, se o fez, passou algo despercebido. Aliás, desde que o líder não esteve no Dragão, aquando do embate com o FC Porto na Taça de Portugal, que a sua imagem está em queda junto de muitos sportinguistas. E não falo apenas dos adeptos de bancada. E, convenhamos, assiste-lhes alguma (para não dizer muita) razão.
