Europa já conhece o Sp. Braga

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Depois de uma ronda de Liga dos Campeões com um excelente resultado (Sporting) e outro péssimo (FC Porto), a primeira jornada da fase de grupos da Taça UEFA foi melhor para as cores nacionais: o Sporting de Braga venceu (e convenceu), por esclarecedores 3-0, os ingleses do Portsmouth e o Benfica, na Alemanha, empatou (1-1) com o Hertha de Berlim.

No Minho, os arsenalistas deram um "banho" na formação britânica. E fizeram-no não apenas durante 90 minutos. Começaram a ganhar o duelo bem antes, quando realizaram um bom trabalho de casa e encontraram a forma ideal de suster o típico futebol directo do opositor, e acabaram ainda melhor, com o politicamente incorrecto Jorge Jesus a distribuir recados para o seu homólogo inglês, assim como para alguns jogadores que - imagine-se - tiveram a lata de dizer que os bracarenses "mergulharam" muito. Para quem podia (e devia) ter visto um ou dois cartões vermelhos... é preciso coragem!

Jorge Jesus é um técnico fora do comum. Pode não ter o dom da palavra, mas está longe de não saber o que diz. Pode não ter a melhor maneira de comunicar com os seus atletas, mas está longe de transmitir ideias erradas sobre futebol.

É evidente que, ao generalizar, dizendo que todos os técnicos ingleses sabem pouco do futebol europeu e de tácticas, Jesus exagerou e, seguramente, terá sido incorrecto com alguns colegas de profissão. Mas, na essência, tem razão nas críticas efectuadas. Muitos técnicos, jogadores e jornalistas ingleses pensam que, com excepção à sua terra, só há futebol de qualidade em mais meia dúzia de países. E, claro, não incluem Portugal nesse lote. É uma má política. Basta ver os dissabores que, de tempos em tempos, os portugueses, em clubes ou através da Selecção, provocam aos súbditos de Sua Majestade...

Harry Redknapp, depois de ter sido salvo com uma sorte tremenda em Guimarães, devia ter sido mais profissional na preparação do embate com o Sp. Braga. Acredito que, se pudesse voltar atrás, ia gastar algum tempo a estudar a equipa minhota. Era capaz de evitar a "banhadazita". Mas, agora, tanto ele como muito boa gente por essa Europa fora, já conhecem o Sp. Braga.

O Benfica, por seu lado, continua sem vencer na Alemanha. E já lá vão 17 jogos. Foi pena que não tivesse acabado com a tradição em Berlim. O opositor, tendo qualidade, estava perfeitamente ao alcance. E pelo que se viu, nem era preciso uma exibição por aí além para garantir os 3 pontos e dar um passo de gigante rumo à qualificação.

A lesão de Yebda no período de aquecimento; a opção por Binyia em detrimento de Carlos Martins para render o franco-argelino e as estranhas substituições no decorrer do segundo tempo acabaram por ser "trunfos" oferecidos aos germânicos que, depois do empate, ainda tiveram oportunidades para vencer. Mas, em abono da verdade, talvez ninguém merecesse ganhar um jogo que até começou interessante mas que foi perdendo fulgor com o passar dos minutos.

PS - Parece que para além da China, Di Maria também se dá bem a jogar em solo alemão. Depois de ter "facturado" em Nuremberga, o argentino fez o seu segundo golo ao serviço dos encarnados em Berlim. O problema é que, em média, as águias só jogam uma vez por época na Alemanha...

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