Festas infelizes

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Festas infelizes

Não me parece prudente submeter os jogadores a espetáculos como aquele montado pelos atuais responsáveis do FC Porto na abertura do novo ano. Nas imagens televisivas o maior entusiasmo era visível nos que, nunca tendo jogado futebol a sério, nada percebendo do fenómeno, dele vivem como pescadores que não sabem sequer onde fica a água.
Cioso do seu poder solitário, Pinto da Costa nunca ensinou o mapa da mina do sucesso desportivo. Com ele se irão os ensinamentos de Pedroto e toda a aprendizagem posterior partilhada com grandes técnicos, excelentes capitães, jogadores fabulosos, ao longo de décadas. 

Aos que hoje decidem no FC Porto, Pinto da Costa foi dando peixe, mas nunca ensinou alguém a pescar. Agora Pinto da Costa celebra o 77.º aniversário no calor do Brasil e cada vez mais parece não estar para se maçar com o imbróglio que a sua ausência vai criar no FC Porto.Daí aquele espetáculo deprimente de pressão desnecessária sobre homens que convivem com a alta pressão dos resultados duas vezes por semana. Ver um punhado de atletas de elite a fazer de coro silencioso a um treinador, que os trata por ‘chicos’ e discursa num ‘portenhol’ descarado mas confrangedor, é doloroso e não pressagia nada de bom para o futuro.

Os jogadores carregarem balizas é bom? Sim, mas na intimidade do grupo de trabalho. Os jogadores fazerem exercícios de peladinha em terrenos apertados é necessário? Sim, mas sem medo do erro testemunhado por milhares de adeptos.

PS – Continua a voragem autofágica de Bruno de Carvalho em Alvalade. Agora parece que o Sporting ficar a 15 pontos do líder no final da primeira volta é que poderá trazer a redenção. Está tudo louco? Longas conversas com representantes de claques também não são saudáveis para um líder de clube. Há aplausos de hoje que se pagam muito caros no futuro.

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