Futuro dirá o que vale o novo leão

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Futuro dirá o que vale o novo leão
Futuro dirá o que vale o novo leão

Vivo em estado de dúvida. É que se tanto aquilo que dominamos, ou julgamos dominar, como as pessoas que conhecemos, ou julgamos conhecer, nos demonstram que o que se pensava serem certezas não passam afinal de ilusões, mais ingrato se torna embandeirar em arco com o que permanece desconhecido.

Faço esta observação antes de manifestar entusiasmo pela entrada de leão do Sporting no campeonato, uma situação “nova” que é muito positiva para a competitividade da Liga e que parece recolocar, enfim, o emblema de Alvalade na posição que historicamente lhe pertence.

Dito isto, farei o papel de “advogado do diabo” para que o próprio diabo não pense que nos apanha distraídos. Por um lado, achei o Arouca uma equipa frágil, em construção seguramente, mas de qualquer forma sem argumentos para o nível futebolístico que o Sporting exibiu. Por outro, Montero, o ponta-de-lança que arrebata a plateia, deslizou em manteiga: marcou o primeiro golo com a coxa, o segundo com o peito e o terceiro após um gesto técnico superior a que faltou o remate correspondente. A bola saiu frouxa e quase “à figura” do guarda-redes – que também dá a ideia de ser fraquinho e que a desviou para a baliza. Conseguirá o colombiano ser tão feliz com adversários mais poderosos? Eis o desconhecido.

Mas se desconfio da aparente facilidade da goleada, não tenho dúvidas quanto ao ar que se respira em Alvalade: presidente exigente e decidido, pouco dado a perder tempo com inutilidades, treinador à imagem do líder, que não quer somar o seu nome à longa lista de falhanços, jogadores “agressivos” e determinados, e a saber o que se espera deles. Chega para as primeiras impressões, chegará para os desafios a doer?

Todas as interrogações são legítimas. O que Bruno de Carvalho pode já ter ganho – e isso será meio caminho andado para o sucesso – é a batalha da liderança e da atitude. Pelo menos, já não se vê aquela equipa amorfa e desorientada, saída do caldo da ignorância, da desorganização e do destempero, que só a competência de Jesualdo Ferreira furtou à desgraça. Existe um novo Sporting, mas apenas o futuro dirá o que vale.

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