Godinho no banco

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Godinho no banco
Godinho no banco

Quando o Sporting sofre dois golos inaceitáveis de uma modesta equipa do Minho, que substituição deveria fazer Vercauteren? Cada sportinguista terá a sua opinião. Se calhar a maioria tirava a equipa quase toda. Da maneira que as coisas estão, os melhores serão sempre os que não jogam, não é verdade?

Pois é, caros leitores, a sensação que se vai instalando é a de que a única substituição que pode operar algum resultado positivo no Sporting não está ao alcance do técnico. É mais acima – bem mais acima, no organograma do clube – que reside o problema presente. Um relvado cheio de zonas cinzentas e um banco onde qualquer fé se afunda têm a sua génese na tribuna. Já não podem restar grandes dúvidas.

Vercauteren chega e a equipa regista alguma melhoria. Percebe-se a ideia do belga: mais jogo pelos flancos, melhor circulação de bola no centro com a opção por jogadores de melhor técnica de passe e visão periférica. Não inventar nada e exigir simplicidade e disciplina tática. Mas nem o seu adjunto o belga pode escolher. Ora, não é assim que se aponta ao sucesso. Um líder técnico não pode ser um homem só.

Vercauteren já perdeu o rumo, mas isso não é o mais grave – Godinho Lopes nunca encontrou o seu desde que foi eleito naquela contagem de votos com estranha aritmética.

P. S. – Em Braga, um grande jogo de futebol (Xistra à parte, claro…) lançou para as manchetes a palavra “sorte”. Essa sorte que Vítor Pereira procurou quando soltou o grito de ambição ao apostar em Kléber, três minutos depois de Peseiro deitar fora a fortuna com uma tremedeira chamada Djamal. Em três minutos, onde Peseiro confessou medo e satisfação com um resultado nulo, Vítor Pereira acreditou na sua gente (habilidades de Xistra à parte, claro…). E mereceu vencer.

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