Guerra é guerra

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Guerra é guerra
Guerra é guerra

“Estará alguém à espera que isto corra bem?”, perguntava-se aqui há uma semana, a propósito da jaula que o Benfica erguera na Luz para enclausurar a claque do Sporting. Previsivelmente, correu mal. Temos guerra entre os dois clubes da Segunda Circular. Mas, convenhamos, é uma guerra pífia. Aliás: será mesmo guerra entre rivais ou arrufo de namorados?

Sim, namorados. Daqui a dias, a Federação Portuguesa de Futebol vai a eleições para escolher uma de duas listas: a de Fernando Gomes e a de Carlos Marta. Benfica e Sporting apoiam a lista de Fernando Gomes, Porto apoia Carlos Marta (e, já agora, metade do PSD apoia uma, a outra metade apoia a outra…). A zanga em vésperas da eleição parece quase encenação para não ser tão óbvio que Lisboa se uniu contra o Porto.

O motivo é ridículo: aquela grade é um insulto; montada para o dérbi deste fim-de-semana é, além disso, uma provocação. Se a razão é de segurança, o tiro saiu pela culatra; se é por motivos financeiros (atirar as claques alheias para o “terceiro anel”, deixando os lugares mais caros para venda ao público), então tivessem montado o gradeamento noutro jogo de menor tensão.

Deu no que deu. Um jogo equilibrado, que o Benfica ganhou porque teve mesmo estrelinha e porque teve Artur, e que o Sporting não empatou porque não soube marcar e porque teve Elias. Depois do jogo, o fogo. Primeiro na bancada, depois nas declarações de dirigentes. Nada desculpa os sportinguistas se atearam aquelas labaredas, mas foram os benfiquistas que lá despejaram pólvora.

Esta guerra (ou arrufo) será arquivado no baú onde se sepultam os piores momentos desta rivalidade. Os melhores momentos são resolvidos dentro do campo. Desta vez ganhou o Benfica. Daqui a semanas, pode haver novo jogo, agora para a Taça, em Alvalade. O resto é conversa.

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