Pontapé canhão

Alexandre Carvalho
Alexandre Carvalho Subchefe de redação

Há candidato em Braga?

A resposta a esta pergunta podia ser dada apenas no final do texto, depois de percorrer todas as diferenças que existem entre o Sp. Braga e os restantes três crónicos candidatos ao título: Benfica, FC Porto e Sporting . Porém, vou poupar o leitor a tão exaustiva leitura e tentarei construir a narrativa... ao contrário. A resposta à pergunta que está em título é... sim. Em Braga mora uma equipa que, esta temporada, poderá intrometer-se na luta pelo título nacional.

Estratégia. O Sp. Braga há mais de uma década que trilha um percurso ascendente no futebol português. Nas últimas 10 épocas, por exemplo, só por uma vez falhou as competições europeias, atingindo feitos históricos como a presença na Champions e a final da Liga Europa. O crescimento sustentado do clube dá garantias de continuidade e, tanto a nível competitivo como infraestrutural, o Sp. Braga mostra estar a preparar-se para ombrear com os maiores de Portugal.

Liderança. Apesar dos erros de percurso, ‘dores de crescimento’ e, por vezes, uma abordagem demasiado impulsiva à gestão diária do clube, António Salvador não pode nunca ser dissociado da evolução que o Sp. Braga tem vindo a apresentar nos 14 anos que leva ‘ao leme’. Foi com ele que a equipa escreveu algumas das páginas mais brilhantes da sua história e é a ele que o clube (e também a própria cidade) devem este novo estatuto.

Estabilidade. Depois de uma época demasiado tumultuosa e com inúmeros erros (muitos deles cometidos pelo próprio António Salvador, especialmente no que à escolha dos treinadores diz respeito), o Sp. Braga apresenta-se renovado, reconstruído e com sangue novo. O trabalho de Abel Ferreira na equipa B (nem vale a pena falar da vitória em Alvalade) só pode significar uma coisa: qualidade. O discurso, limpo e sem os habituais lugares-comuns a que nos ‘forçaram’ a estar habituados, é uma lufada de ar fresco num futebol português cada vez mais ‘poluído’ por vouchers, emails e bruxarias.

Plantel. Ao dia de hoje, e sem contar com qualquer saída ou entrada que ainda possa acontecer, o Sp. Braga apresenta um dos plantéis mais equilibrados e com maior profundidade dos últimos 25 anos (provavelmente só ao nível de 2009/10). O ‘investimento’ feito em Raúl Silva, Esgaio, Jefferson, Fransérgio e Dyego Sousa, os regressos de Bakic e Fábio Martins, a manutenção de Ricardo Ferreira, Vukcevic, Wilson Eduardo e Rui Fonte e a aposta em jovens de talento como Bruno Xadas ou Pedro Neto (e ainda podem chegar Ricardo Horta e Josué) fazem os adeptos bracarenses acreditar.

Crença. E por que é que haveria de ser diferente? Nem sempre ganha quem tem mais dinheiro. Nem sempre ganha quem tem mais adeptos. Nem sempre ganha quem tem mais história. Será sempre preciso sorte, mas no final de tudo valerá sempre mais o trabalho e o suor derramado. E disso os guerreiros parecem ter de sobra... É o principal candidato ao título? Claro que não. Mas pode entrar na luta.

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