Holanda assume candidatura

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Depois de Portugal ter metido a Turquia no bolso, com uma prestação convincente e bastante prometedora em relação ao futuro (só faltaram uns 2 golitos para dar expressão mais correcta à superioridade lusa), a Holanda entrou em campo e mostrou também que só tem um objectivo para este Europeu: ganhar.

Diante de uma Itália campeã do Mundo mas que, sem Cannavaro, abriu buracos enormes na sua defesa, a Holanda arrancou uma prestação de sonho que, naturalmente, deixou o técnico Marco Van Basten nas nuvens. Ele e todos os seus compatriotas que, seguramente, há muito não viam a "Laranja" com um sumo tão saboroso.

Mas, em abono da verdade, diga-se que a Itália, mesmo revelando surpreendentes lacunas defensivas (inexplicáveis se tivermos em conta que estamos a falar da selecção que, por norma, melhor tapa os caminhos para a respectiva baliza), também contribuiu para o óptimo espectáculo de Berna. Podia (e devia) era ter marcado golos! Se Toni, por exemplo, exibisse a eficiência de outros jornadas, talvez a "jogatana" tivesse sido ainda melhor...

Ao fim de três dias de competição - e quando faltam entrar em acção apenas a Grécia (a detentora do título, por muito que isso nos custe...), Espanha, Rússia e Suécia -, Portugal e Holanda foram, sem discussão, as equipas que melhor futebol mostraram. Vale o que vale, mas é verdade.

No pólo oposto, e descontando a Áustria que já se sabia ser fraquinha do ponto de vista técnico, destaco a França como a maior desilusão. A veterania de muitos elementos, a inexperiência de outros e as opções sempre discutíveis do enervante Domenech... só deram para empatar com a Roménia. Agora, para lograr um posto nos quartos-de-final, os gauleses vão ter de ludibriar a Itália. Só que os transalpinos também não podem ceder. O melhor, para o torneio, é que pelo menos uma destas equipas consiga a qualificação. No entanto, se pensarmos no interesse da Selecção Nacional, convém é que esta rapaziada fique caminho quanto antes, nomeadamente os franceses, eternos especialistas em provocar-nos desilusões.

Bom, vamos com calma. Para já, interessa é que os "meninos" de Scolari repitam com a República Checa a prestação anterior. Se tal não for possível, também não é grave: o pessoal contenta-se só com o mesmo resultado...

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