Bancada de Sócios

Horta/Pizzi, os reforços leoninos e a aula de Nuno

1. Deve Rui Vitória manter Pizzi na posição 8 quando André Horta estiver em condições de voltar ao onze?

Leonor Pinhão: «Tão simples»

Um dos méritos de Rui Vitória é saber trabalhar com coerência e pragmatismo estas situações de entradas e saídas no onze titular. O resultado é que todos os jogadores se sentem olhados da mesma maneira pelo treinador e cada oportunidade é encarada não como um teste ou uma experiência mas como a expressão da mais alta confiança. A posição 8 não escapa à regra. Horta regressará à equipa quando for conveniente para ele, para Rui Vitória e para a própria equipa. Tão simples.

Rui Calafate: «Pizzi e mais dez»

Pizzi é o Adrien do Benfica e tem sido o seu melhor jogador neste início de temporada. André Horta é um jovem que foi promovido a melhor jogador do Mundo pelos do costume, mas ainda tem tudo para provar. Pizzi é um dínamo da equipa, Horta é um jovem com talento. Com tantas opções para as alas, Pizzi será uma opção segura para a posição 8. Rui Vitoria pode dizer que o Benfica neste momento é Pizzi e mais dez.

Nuno Encarnação: «Horta não provou»

André Horta, a meu ver, ainda não provou que é indiscutível no reforço do meio-campo benfiquista. Pizzi é um jogador maduro, irreverente e um criativo consequente. É preferível ter alguém assim do que ‘assado’.Não creio que Rui Vitória possa cometer erros à ‘Júlio César’ como em Nápoles, numa zona do terreno fundamental para qualquer equipa.

2. Os reforços do Sporting têm sido muito criticados. É Jorge Jesus que não tem sabido potenciá-los ou os jogadores em causa nada acrescentam ao plantel?

LP: «Falsa questão»

Quando os resultados não são os pré-anunciados por algum lado tem de começar a embirração mas a questão é falsa. Bas Dost já resolveu jogos, Markovic já assegurou uma passagem de eliminatória na Taça, Elias já marcou um golo em Guimarães que foi muito útil e Campbell, no último sábado, marcou um golo que assegurou mais 1 ponto evitando males maiores. No entanto, a maior estrela e a mais produtiva entre os reforços tem sido o novo diretor de comunicação. Não se pode ter tudo.

RC: «Escasso esforço»

O que vemos é que, com a exceção de Bas Dost, os reforços têm reforçado pouco. Face ao esforço do investimento realizado, todos os sportinguistas esperavam mais. A mim Elias e André não convencem e não gostei que Joel Campbell festejasse o golo do empate com o Tondela como se tivesse resolvido a Champions. Para lá de algum cansaço, há a perceção de que alguns reforços ainda não perceberam a grandeza do Sporting. Isso tem de ser corrigido.

NE: «Existe mal-estar»

Não tenho a menor dúvida de que existe um mal-estar instalado dentro do balneário do Sporting. É natural que assim seja fruto das recorrentes declarações de Jesus sobre a capacidade e competência do próprio plantel. Jesus cavou um buraco em Alvalade e com sinceridade não sei como irá sair dele. Talvez Bruno de Carvalho lhe dê a mão...

3. Nuno Espírito Santo explicou como se constrói um jogador à FC Porto. Foi uma oportuna lição de mestre ou um desnecessário exercício de vaidade?

LP: «Só alergia»

Nuno Espírito Santo é uma figura cordata e, só por isso, merece a estima até dos adversários. Para ‘mestre’, no entanto, ainda lhe falta um longo caminho como ele próprio reconhecerá sem esforço. Quanto à ‘vaidade’ não parece ser atributo seu. O momento que protagonizou na conferência de imprensa – e que, para o bem ou para o mal, muito vai render aos humoristas ao longo da época – nasceu da alegria de ver a sua equipa bater o Arouca e encarreirar para a discussão do título.

RC: «Momento Kodak»

Foi no mínimo uma situação inusitada e ficou a sensação de que NES é melhor treinador que artista plástico. Não acho que ele tenha dado uma lição de mestre porque ele não é mestre, é um treinador em construção; mas também não me pareceu vaidade, pois a sua comunicação tem por base a discrição no discurso, um ‘brand’ pessoal de baixo perfil e a diluição do ‘eu’ na força do grupo. Foi um momento Kodak, para mais tarde recordar.

NE: «Porto é diferente»

Foi uma lição sincera de quem conhece a casa e de quem jogou naquele clube. Quem é do Porto sente o que é jogar à Porto. Jogar à Porto não é jogar à Jesus ou à Vitória. Jogar à Porto é ter atitude, determinação e perceber que aquelas bancadas no Dragão não facilitam ao menor erro. É assim que se joga no nosso estádio. Quem não estiver preparado para esta pressão, pode rumar a Lisboa.

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