Inevitabilidade?
Mais uma jornada que passa, mais uma semana em que o Benfica não escorrega, mantendo assim a confortável distância de três pontos (quatro na prática, fruto dos confrontos diretos) para o perseguidor FC Porto. Começa a desenhar-se um cenário que será muito difícil de contrariar, com o Benfica a jogar dois dos três jogos que faltam no seu próprio estádio, junto do seu público, frente a Penafiel e Marítimo, e podendo inclusive dar-se ao luxo de perder em Guimarães frente a um Vitória que tem sido responsável por algumas das maiores desilusões do reinado de Jorge Jesus. A derrota no Jamor em 2013 e o início do descalabro na Liga em 2011/12, por exemplo, foram da responsabilidade dos pupilos de Rui Vitória, factos que permitiam alimentar alguma esperança de que o Benfica pudesse tropeçar na cidade-berço. Infelizmente para o FC Porto, nem uma eventual derrota encarnada nesse jogo servirá para consumar a ultrapassagem...
Quer isto dizer que o FC Porto pode entregar já o título? Baixar os braços? Desistir da luta? Não, claro que não! Desistir, nunca! Desistir não faz parte do ADN do dragão e algumas das maiores conquistas do FC Porto foram conseguidas precisamente através de uma capacidade ímpar de pressionar o adversário, uma resiliência sem limites que, muitas vezes, leva a que os rivais escorreguem onde menos se espera. Já aconteceu antes... Irá acontecer novamente...
PS - Faço aqui um parêntesis na abordagem à nossa Liga para me render, uma vez mais, ao duelo estratosférico que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo travam ano após ano. Não há adjetivos para descrever esta incomparável rivalidade...
