Intrusos na zona J

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Intrusos na zona J
Intrusos na zona J

Jorge. Julen. Jonas. Jackson. É sob o signo do "J" que se vai disputar o jogo do ano. É em torno destes dois treinadores e destes dois extraordinários avançados que se têm feito capas de jornais, que se têm emitido vaticínios, que se têm comparado estatísticas. Não é para menos. Estamos perante os mais competentes entre todos aqueles que desempenham estas funções na Liga portuguesa. Jorge Jesus na sua ímpar capacidade de leitura de jogo e na sua inusitada tendência para valorizar jogadores vs Julen Lopetegui na sua missão de construir um novo plantel a partir de jovens promissores, jogando um futebol ofensivo e apelativo. Jonas com as suas deslocações entrelinhas e a sua capacidade de jogar sempre em apoios até entrar na zona de finalização vs Jackson com o seu impressionante poder físico e a sua incomparável veia goleadora. Quatro nomes acima de todos os outros: os técnicos na classificação, os matadores na luta pela liderança dos melhores marcadores. Estão lançados os principais duelos do clássico dos clássicos!

Há, contudo, algo que foge sempre a esta lógica. Uma lógica que tende a estar ausente dos grandes momentos e que, inúmeras vezes, elege estrelas menos prováveis, atores aparentemente secundários que, de repente, roubam o palco às estrelas. Gaitán e Salvio de um lado, Quaresma e Brahimi do outro, podem resolver o jogo com um lance de inspiração só ao alcance dos predestinados. Lima e Herrera, com a sua entrega e abnegação, podem desbloquear um resultado. Os centrais podem resolver nas alturas. Os laterais nos desequilíbrios pelas alas. Diz-me a minha experiência que, muitas vezes, a solução chega de onde menos se espera. E essa é, também, a beleza do desporto-rei.

PS - Acredito que o vencedor do clássico sagrar-se-á campeão nacional. Este é, portanto, um jogo de tudo ou nada, não só para o resto da presente temporada, mas também com implicações sérias na solidez de ambos os projetos desportivos em confronto. Pinto da Costa e Vieira sabem melhor do que ninguém que hoje, na Luz, joga-se muito mais do que um título.

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