Investigue-se, por favor

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A expressão que Nuno Assis utilizou quando a 3 de Fevereiro, anunciou que o teste antidoping dera positivo - "Caiu que nem uma bomba" - bem pode ser aplicada às acusações referidas a Record por Andrade e Sousa, segundo o qual "O CNAD manipulou, fabricou e omitiu informação".

Esta acusação por si só, exige que se investigue, que não se receie o que está num processo, que começou a 3 de Dezembro de 2005, com o controlo nos Barreiros, e que só desde que foi tornado público, a 3 de Fevereiro, já viu passar quatro meses.

Daí até então, o suspeito Nuno Assis, ainda sem que conheça o desfecho do caso, viveu como culpado, independemente de lhe vir ou não a ser dada razão.

Na justiça tão ou mais importante do que sancionar os prevaricadores, é agir garantindo que todos os passos dados foram rigorosos, que não há erros processuais - não é preciso dar exemplos para perceber como mancham a imagem de que investigou e sancionou -, encerrar o assunto sem que nada haja a apontar.

Se a culpabilidade de Nuno Assis for comprovada só tem de ser sancionado por isso. Nem poderia ser outra forma. Mas não se pode passar por cima do que disse o advogado do Benfica, como se tratasse de mero desabafo de quem desespera pelo fim do pesadelo. Investigue-se, pois.

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