Isto faz-se meus meninos?
Scolari vai ter de começar do princípio se quiser que os velhos vícios da Selecção Nacional não acabem por submergi-lo. Aquilo é um vírus, uma peste, um fantasma. Parece exterminado, mas logo volta com uma pujança inesperada, pronto a reocupar o lugar de onde o expulsaram.
A segunda parte do jogo de ontem – em que, essa é que é essa, perdemos por 2-0 – tem mais a ver com os tempos em que toda a gente metia o bedelho na Selecção, e só saía asneira, do que com a cavalgada que o técnico brasileiro comandou no Verão e que nos tornou vice-campeões europeus.
A saída quase simultânea de Rui Costa e Luís Figo, e a desistência de Scolari do contributo de Fernando Couto – cuja convocatória já parecia, antes, mais um sinal de sabedoria do que uma necessidade futebolística premente – descaracterizaram esta selecção.
O cheiro a leite da equipa de todos nós é um trunfo. Mas talvez a presença de uma figura paternal ajudasse estes meninos a levarem a vida mais a sério.
