Já ganhámos

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Mas afinal quem é o selecionador nacional? Quem irá dirigir a equipa de Portugal nos dois jogos que se aproximam? A presença de Queiroz junto da equipa indicia que será dele a decisão do onze a entrar em campo. E dele serão, em última instância, os movimentos das substituições.

Atinge-se assim o ridículo máximo: um treinador castigado pela justiça desportiva do seu país continuará, ainda que na penumbra, a comandar a equipa que é o símbolo máximo do futebol desse país.

Esta comédia tem raízes muito fundas. Tudo começa com um erro crasso de Gilberto Madaíl, quando propõe um contrato prolongado ao adjunto do Manchester United, por valores próximos dos que pagava a um técnico campeão do Mundo. Agora, a meio desse contrato opíparo, Madail e o seu séquito acham-se certamente enganados, tomaram Queiroz por Scolari, mas não se mostram dispostos a pagar ao funcionário aquilo que lhe é de direito por via do acordo entre as partes.

É tudo uma questão de dinheiro, portanto. Queiroz não abdica de um cêntimo dos mais de três milhões de euros que ainda pode somar; Madaíl não quer reconhecer o erro e pagar por ele.

No meio disto tudo está um grupo de jogadores que irá representar as cores nacionais. E, como historicamente somos perfeitos na arte do improviso, a dar ordem ao caos, tudo aponta para a obtenção de duas vitórias folgadas. Ao Chipre e Noruega, já ganhámos!

Siga a cegada.

P.S. – A entrada digna de filme para adolescentes americanos de Roberto no jogo frente ao Setúbal não faz dele melhor guarda-redes, mas moraliza imenso um homem que já temia a própria sombra da baliza. Os próximos jogos dirão de que matéria é feito este renovado Roberto após tão extraordinário golpe do destino.

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