Jarra para quantos?

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Ainda antes do jogo começar já Lucílio Baptista já gerava polémicas e desconfianças. Vinham da Luz. Depois é o que se sabe. Cometeu um erro grave, veio a público reconhecer que esteve mal e acabou a noite  de domingo, que "não foi fantástico", a meter de novo o "pé na argola" ao dizer que não escreveu no relatório a agressividade de Pedro Silva por não se ter apercebido da gravidade. Neste caso, a culpa também terá sido do ângulo de visão? Só pode ser brincadeira...

Já não digo que a Comissão de Arbitragem da Liga tenha de vir a público pedir desculpas ao Sporting, mas perante esta declaração de Lucílio Baptista, ficava-lhe bem reconhecer a incompetência do árbitro de Setúbal. Porque o que passa para a opinião pública é que Lucílio se sentiu comprometido e ajudou o Sporting "limpando" a imagem de Pedro Silva.

O único castigo que se conhece para as más arbitragens é a chamada jarra. Uns tempos de fora, para um regresso daí a pouco.  Tudo em defesa de uma classe corporativista, que só reclama condições e não reconhece a incompetência, que promove a mediocridade, baseando as reações na perseguição. 

No futebol é normal o erro mas não a falsidade. Promovê-la é ainda pior. Por isso, a única coisa que se pede é que a Comissão de Arbitragem da Liga explique o processo que as declarações de Lucílio Baptista originou (se é que vai existir) e aja depressa. Ou será que vai esconder a cabeça na areia? Lucílio merece ir para a jarra mas será o único?


 

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