JEB & Carvalhal
O processo que culminou na nomeação de Carlos Carvalhal como sucessor de Paulo Bento não fez José Eduardo Bettencourt recuperar qualquer crédito dos muitos perdidos sobretudo desde a conferência de imprensa de despedida de Bento. Logo nesse dia, foram vários tiros no pé dados pelo presidente do Sporting e daí até domingo, 15 novembro, sucederam-se os tropeços.
Em nenhum dia se sentiu que Bettencourt tivesse a solução. Paulo Bento quis ir-se embora, deixando o presidente do Sporting numa situação de grande fragilidade. Sem um plano específico, que tinha a obrigação de ter em virtude do que vinha acontecendo na Liga, acabou por se limitar a apalpar o terreno e a fazer o que não deve ser feito. Carvalhal é a escolha possível. Logo aí, o novo treinador tem um rótulo que nenhum gosta de ostentar.
Carvalhal percorrerá um terreno minado. A sua nomeação não fez renascer a esperança entre os adeptos (que na memória mais imediata só recordam que deixou o Marítimo no início da época devido aos maus resultados) e as caraterísticas do contrato que assinou só acentuam essa debilidade.
Para o clube com a grandeza do Sporting, uma crise como esta teria de ser gerida com outra agilidade e sobretudo com os olhos postos no futuro. Mas não, fica a ideia de mais um passo atrás. E não foi apenas na contratação de Carvalhal. Na própria restruturação do departamento de futebol também não se percebe a olho nu, o que mudou para melhor.
