Jesualdo gosta de inventar
O FC Porto saiu humilhado de Londres e com um recorde pela negativa - há 22 anos que não sofria 5 golos nas competições europeias - mas a vergonha até podia ter sido maior. O Arsenal teve hipóteses de marcar mais. Não foi por não ter sido "bafejado pela sorte" ou por "fora-de-jogo do tamanho do Big Ben" - como se pode ler no site oficial - que os campeões nacionais deixaram a Liga dos Campeões.
Na verdade, confiava-se pouco neste FC Porto, que nos últimos 3 jogos sofreu 10 jogos, e na estratégia do seu treinador.
A aposta em Nuno André Coelho é incompreensível, ao ponto de até Raúl Meireles ter vindo em defesa de Jesualdo, que gosta de inventar, para referir: "O Nuno André Coelho não joga naquela posição, mas tem características para isso. O míster queria agressividade." É isso, que já foi imagem de marca do FC Porto, que falta. Meireles bem gritou mas o grupo não reagiu. E lá se foram os automatismos e os processos sedimentados que o treinador portista tantas vezes referiu nas suas conferências de imprensa.
Meireles "atirou" que ainda há "três troféus para ganhar". São aquelas coisas que se dizem porque fica bem. Num quadro vantajoso pode conseguir 2 mas ou a equipa e Jesualdo mudam muito ou a dificuldade da tarefa, aí sim, será do "tamanho do Big Ben".
