Opinião

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Jorge Jesus: Sporting/Benfica

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Vou fazer aqui o meu registo de preferências por clubes de futebol em Portugal. Durante a áurea de Eusébio acompanhei com muito interesse o Benfica, mais tarde o FC Porto com José Maria Pedroto, Artur Jorge e a ascensão de Pinto da Costa, mas nunca deixei de ter simpatia pelo Sporting equipa de "meninos da linha" e de betinhos com gente de bem mas que raramente consegue impor-se em campeonatos e vitórias. Sempre apreciei a Académica dos velhos tempos com a maioria de jogadores com frequência universitária.

Em novo, cheguei a jogar futebol nas camadas jovens, no Infesta e no Leixões, mas optei por seguir os estudos. Deste modo não tenho clube de futebol, nunca fui sócio de nenhum clube e a minha preferência vai para a selecção nacional, seguindo mais, ou menos, dependendo do seu treinador. Sou como se costuma dizer adepto fervoroso da selecção nacional. Torço por esta selecção A que tem Fernando Santos à sua frente, estou de acordo com a sua metodologia e apaziguamento nas relações dos seus jogadores. Sou contra o excesso de "clubite" da sociedade portuguesa.

Todavia este ano, gostava que o Sporting fosse campeão. Não sei porquê mas tinha a sua piada. Cada pessoa é um mundo, cada adepto um sábio e não resisto a tomar partido.

Depois de assistir a toda a polémica pela saída de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting apetece-me tomar partido pelo Sporting e acompanhar os seus jogos.

Isso deve-se à polémica em torno da figura de Jorge Jesus que deixou o Benfica em Junho. A tensão entre o Benfica e Sporting pode ser aproveitada pelo Porto. Mas, para já, é o Sporting que cresceu como equipa e postura. Em jogos oficiais o Sporting ainda só perdeu com CSKA que o arredou da Liga dos Campeões. Foi pena, foi roubado e caiu de pé.

A guerra dialéctica entre dirigentes do Benfica e Sporting chegando aos insultos nada contribuiu para melhorar a imagem do futebol. O futebol é um desporto do gosto de milhões de pessoas que deve ser exemplar, unir e não dividir.

O futebol português parece jogado por dirigentes, em vez dos jogadores de futebol os verdadeiros protagonistas. A maioria dos comentadores da televisão são dirigentes, muitos deles nunca jogaram futebol, nem sentiram o "cheiro" e o ambiente de um balneário. Precisa-se de outro tipo de comentadores como Pedro Henriques, Carlos Manuel, Luís Freitas Lobo, etc.

O futebol é dos jogadores, verdadeiros protagonistas. Depois vem os treinadores, a seguir os árbitros que têm a responsabilidade de dirigir uma partida de futebol. Os dirigentes devem gerir os clubes e actuarem nos bastidores para que tudo corra bem para a sua equipa. 

A AABE (Associação de Adeptos Benfiquistas) afirma que, «o futebol deve ser cuidado, promovido, não vilipendiado com declarações de guerras tribais correspondente à Idade Média».

O que se passou com João Gabriel e Bruno de Carvalho faz-me lembrar os meninos no recreio da escola a ver quem consegue dizer pior um do outro com ofensas e insultos.

Pede-se sensatez e serenidade. Já chega de acicatar ânimos. Aconselho Jorge Jesus a falar menos, começou muito bem, já fez muito em pouco tempo. Bruno Carvalho já tem o que queria, agora deve ser reservado. O Benfica ao proceder deste modo mostra que não aceitou a saída de Jorge Jesus e para piorar está com um início de temporada muito mau.

 

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