Lá fora cá dentro

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Ontem, o Negócios organizou uma conferência sobre oportunidades de negócios entre a Turquia e Portugal. No palco, ministros dos dois países; na plateia, centena e meia de empresários e gestores também dos dois países. Uma palavra, sempre a mesma, abriu todas as conversas: Besiktas.

Os quatro jogadores portugueses que jogam no clube turco enchem as medidas deles e o nosso orgulho ao ouvi-los falar deles: de Manuel Fernandes, de Hugo Almeida, de Simão Sabrosa e, mais do que todos os outros, de Ricardo Quaresma. Mas o que está em causa não é apenas a sementeira de jogadores portugueses noutros países. É reconhecer que estamos a exportar jogadores. E que países como a Turquia já têm economias e campeonatos suficientemente prósperos para conseguir atrair jogadores que Portugal não conseguimos reter ou recuperar.

A exportação de jogadores de futebol é um fenómeno não apenas desportivo, mas também económico. Que o diga a Argentina. Em Portugal, temos sido intermediários: investimos em jogadores quando eles ainda são promessas para depois vender alguns deles com fortes lucros, como aconteceu recentemente com David Luiz.

Longe vai o tempo em que tínhamos apenas Rui Barros e Paulo Futre a jogar no estrangeiro, hoje os nossos melhores jogadores estão dispersos pela Europa, onde há dinheiro para lhes pagar. Tanto que a Seleção Nacional parece uma bandeira das Nações Unidas.

PS: Não sei, porque as imagens não mostram tudo, se os adeptos do Sporting mereciam a investida policial no jogo contra o Benfica, que na TV pareceu gratuita. Mas chega para perceber duas coisas: que há muita gente em ponto de rebuçado; e que a Polícia não pode entrar daquela maneira para humilhar e, muito menos, sair daquela maneira humilhada.

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