Mais um estádio?

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Um dos erros que ficaram claros muito antes da conclusão do Euro'2004 foi que as infra-estruturas criadas eram muito superiores às necessárias. Os caprichos foram mais fortes que os estudos. Criaram-se estádios, alguns até de gosto duvidoso, para agora estarem "às moscas". Veja-se os casos de Leiria, Coimbra e Algarve.

Os custos que esta situação representa servem como um forte argumento para quem não quer ver a Federação Portuguesa de Futebol a avançar para uma candidatura conjunta com a congénere espanhola tendo em vista o Mundial'2018. É de facto, necessário pensar, olhar para os erros do passado para não os repetir.

Vem a propósito dos custos desmedidos, o presidente da Académica dizer que "é imperioso construir um novo estádio para 12/13 mil pessoas", argumentando que é uma questão de sobrevivência" para o clube. Caso contrário, diz que a "Académica vai ao buraco".

A maioria dos 70 associados presentes na Assembleia Geral gostou da ideia, concordando que os erros de construção, como as "infiltrações" por exemplo, já causam despesas graves para a Académica, que tem contrato de exploração do Estádio Municipal de Coimbra até 2014. Mas está a Académica, em condições de suportar as despesas de construção de um novo recinto?

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, ainda não reagiu a esta insistência de José Eduardo Simões. Contudo, não parece que exista argumentos suficientes para que a edilidade entre numa operação desta natureza, recorrendo a créditos extras, numa época de crise. Onde vai a Académica buscar apoios?

Muitas vezes é necessário começar de novo, mas não seria melhor negociar uma solução com a Câmara?

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