Mau génio
Zlatan Ibrahimovic saiu furioso de um jogo e, esquecendo-se que hoje em dia há sempre uma câmara ligada em qualquer esquina, falou de França como um "país de m…" que não merece ter o Paris Saint-Germain. Depois, é claro, pediu desculpa.
Mario Balotelli jamais pedirá desculpa por um vídeo em que não foi "apanhado" por nenhuma câmara de telemóvel, ligou-a ele próprio e filmou-se a mandar calar os críticos. "Conheces-me?", pergunta, "alguma vez falaste comigo, pessoalmente? Sabes pelo que passei na minha vida? Tu só me viste a jogar futebol no campo, por isso… homem, cala-te!"
Cristiano Ronaldo foi assobiado dentro de campo e, no fim do jogo, disse que não vai falar mais com a imprensa até ao final desta época.
Sérgio Conceição deu murros na mesa e no peito numa conferência de imprensa, respondendo a Gomes da Silva, por pôr em causa a entrega do Sporting de Braga contra outros clubes que não o Porto.
Não passaram muitos dias desde que os jornais ingleses arrasaram José Mourinho, depois do afastamento do Chelsea da Champions pelo PSG, chamando-o de "tóxico".
Os casos repetem-se quase semanalmente, num desporto jogado com os nervos à flor da pele e em que a pressão é às vezes ainda maior de fora para dentro do campo. E os jornalistas, que são chatos por profissão, estão sempre à mão de semear (seja num jogo de futebol ou à saída de um tribunal, como o advogado de Sócrates..). Muitas vezes, os queixosos têm razão para espingardar. Mas na maior parte das vezes apenas não sabem controlar as suas descargas emocionais. E o futebol também é feito disso: de controlo; e de descontrolo.
