Muita tática e pouco futebol
Oclássico da Luz esteve longe de ser um bom jogo. Foi uma partida bem disputada, muito tática e equilibrada, jogada com muito suor e empenho dos jogadores, mas que teve a bola sempre longe das balizas durante os 90 minutos. O bom futebol não apareceu e as duas equipas anularam-se uma à outra. Mais parecia um jogo de campeonato italiano.
Tal como se previa, o conjunto de Jesus apresentou-se na expectativa, confortável com o empate, e deu ao FC Porto as despesas do jogo, pressionando alto e fechando os caminhos da sua baliza. Os dragões foram mais equipa, dominaram a bola na maior parte do tempo, mas não tiveram esclarecimento para criar grandes oportunidades.
OFC Porto foi quem mais procurou mudar o sentido do jogo. No regresso à baliza, Helton esteve bem e comandou uma equipa bem organizada defensivamente. Lopetegui apostou em Casemiro, Rúben Neves, Evandro e Óliver (e Herrera no segundo tempo) para ganhar vantagem em terrenos interiores, controlando o ritmo do jogo e domínio da bola, mas sentiu dificuldades em levar o esférico ao último terço do terreno, mais perto da zona de influência de Jackson Martínez, que esteve sempre muito sozinho na frente.
Sem espaço para brilharem, as principais estrelas de cada lado não apareceram. Brahimi, Gaitán, Quaresma e Talisca estiveram debaixo de marcação cerrada
e nunca conseguiram fazer a diferença. No segundo tempo, e à medida que os minutos iam passando, o cansaço nas pernas dos portistas também não lhes permitiu chegar à frente com o discernimento que era necessário.
Face a este resultado, o FC Porto-Benfica, no Dragão, pode vir ter um caráter mais decisivo do que se adivinhava na altura. Mesmo jogando de uma forma mais defensiva e pouco habitual no seu treinador, a verdade é que o Benfica saiu ileso dos confrontos com o grande rival e fica agora com uma tranquila almofada de "quatro" pontos que coloca o bicampeonato mais perto a quatro jornadas do fim.
