Não andamos enganados

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Não andamos enganados
Não andamos enganados

O Benfica de Jesus voltou a falhar no Porto. No Dragão só venceu uma vez e esse triunfo acabou por nada valer, pois o FC Porto de Villas-Boas deu a volta à eliminatória (da Taça) ao ganhar na Luz. Há razões várias que se apontam para estes sucessivos fracassos: as invenções do treinador, a rotatividade operada, o azar também e, claro, a qualidade do adversário. O que seja, os números não enganam.

O que acontecerá então ao Benfica quando joga no Dragão? Será o medo cénico? – aquele receio que assalta os artistas no momento de subirem ao palco e que Valdano adaptou numa época em que as equipas que visitavam o Real Madrid invariavelmente cediam ao seu poder. Se não é, parece, tantas são as vezes que o Benfica, no seu melhor ou no seu pior, sai vergado do Dragão.

Haverá, porventura, outra explicação que será apenas uma suspeita, provavelmente sem confirmação a curto prazo, mas ainda assim sustentada nalguns factos indesmentíveis. A verdade é que este Benfica que todos têm elogiado (inclusivamente o autor destas linhas) pela sua competência e eficácia (o jogo no Dragão colocou fim a um ciclo de 27 jogos sem derrotas e mais uma série de recordes que a equipa encarnada foi contabilizando) não conseguiu assumir a sua superioridade em jogos nos quais encontrou pela frente adversários do seu nível a atravessar bons momentos.

Façamos o exercício: o Benfica visitou Alvalade e não foi além de um sofrido empate; quando recebeu os leões na Luz para a Taça o resultado foi o mesmo (a decisão só aconteceu no prolongamento); e quando defrontou (quarta-feira) um FC Porto reanimado, perdeu. Sim, ganhou na Luz para a Liga a um Sporting fragilizado pela ausência de William Carvalho e Jefferson e a um FC Porto na versão-crise de Paulo Fonseca. Juntem-se os embates da Liga dos Campeões e da Liga Europa e há que reconhecer que o único momento de superação do Benfica foi em Londres com o Tottenham.

Obviamente, não me atrevo a dizer que este Benfica é um embuste. Há imensa qualidade, excelente orientação, indiscutível competência, justificada confiança e previsíveis conquistas. Seguramente, não nos andou a enganar. Talvez o grande Benfica esteja a ser preparado para os... grandes momentos. Aqueles em que falhou o ano passado.

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