Não é pr’ò ano

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Não é pr’ò ano
Não é pr’ò ano

O treinador de futebol do Sporting já está escolhido, decorrem apenas as negociações finais que, em caso de sucesso, levarão ao seu anúncio em breve. Muito bem. Mas o Sporting não vai ter apenas um novo treinador. Vai ter o homem que inicia um novo ciclo no clube ou último que fecha a porta da sua ambição.

O caso não é para menos. O Sporting vive um drama financeiro tão delicado que não pode falhar. Mas está a falhar. Como se aumentam as receitas em 40% a jogar assim? Como se atrai investidores sem expectativa de triunfo?

Ao novo treinador do Sporting não basta conseguir melhorar resultados. É preciso construir todo o edifício da estrutura de futebol. Esse edifício, hoje, está em ruínas. E esse um falhanço não é de Domingos nem de Sá Pinto, é de quem não lhes deu tempo, condições ou proteção. Esse falhanço é da SAD. O Sporting (desde há várias direções) tem triturado treinadores, tem vivido de hipotecas de receitas futuras, tem feito más vendas e más compras de jogadores, o que é absolutamente crítico na gestão atual de clubes.

O novo treinador tem pois de impor-se dentro do Sporting, iniciando a construção desse edifício de baixo para cima, pois de cima para baixo (isto é, liderado pela SAD) tem dado mau resultado. É preciso um líder que, como Mourinho, consiga o que quer e não aceite o que o lhe impingem.

Mourinhos há poucos. Mas não é menos do que isso o que está em causa. Porque se o Sporting não triunfa este ano, não haverá próximo para a mesma ambição. É preciso manter a chama acesa, ganhar jogos, estar nas competições europeias e sobretudo erguer uma equipa que no futuro possa competir por ser número 1. De outra forma, o Sporting deixa de poder lutar pelo que já muitas vezes conseguiu.O momento é chave.

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