Não há milagres

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Não há milagres
Não há milagres

1 E num ápice o Sporting viu comprometidos dois dos principais objetivos da temporada. Em pouco mais de uma semana, os leões despediram-se em termos práticos do título nacional e ficaram com um pé fora das competições europeias. Neste curto período, o plantel leonino 2014/15 mostrou tão-só para que metas estava talhado. Com um investimento muito mais reduzido do que a concorrência direta, só numa competição com as características da Taça de Portugal, já que a Taça da Liga estava a priori descartada, é que reside, certamente e nestas circunstâncias, a única aspiração leonina, se Nacional, Rio Ave e, principalmente, Sp.Braga não tiverem argumentos suficientes a opor.Os milagres não existem. Nem em Portugal nem na Europa do futebol, onde o Sporting, depois de sair de forma inglória mas também injusta da Champions, sonhava permanecer por muito tempo. Um clube com este nível de investimento, quer em quantidade mas também em qualidade, se atendermos ao último verão, não pode elevar fasquias nem perseguir metas utópicas. O Sporting será um verdadeiro candidato ao título nacional e a marcar uma presença bem sucedida nas competições europeias quando dispuser de condições financeira para tal. Já todos percebemos há muito tempo que nos cofres leoninos não está refletido o peso social do clube. Trata-se de um problema de um passado longíquo e cuja solução será lenta e penosa, pelo que não adianta tentar queimar etapas. O amor à bandeira e a férrea vontade de vencer não transformam espinhos em rosas.

2 O Benfica, por seu turno, continua a testar jogadores para o lugar de Enzo Pérez. Já voltou a experimentar Talisca, utilizou Samaris em Alvalade, e foi dada na Luz, frente ao V. Setúbal, nova oportunidade a Pizzi. Mas na cabeça de Jorge Jesus o nome do substituto está encontrado no preciso momento em que o Valencia assegurou o concurso do internacional argentino. É Ruben Amorim quem pagará de estaca no onze titular, logo que recupere os níveis físicos que a lesão no Bessa lhe roubou. Samaris será o 6, enquanto Pizzi e, um tanto surpreendentemente face ao que já prometera, Talisca ficarão pura e simplesmente sem espaço no que a primeiras opções diz respeito.

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