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02 abril 2004 - 03:00

Não há pachorra!

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Sou admirador de Scolari. Considero que o técnico brasileiro sabe de bola, sabe gerir um grupo e, melhor, não aceita recados nem encomendas. Não estamos habituados a isso em Portugal. A pessoas que pensem pela sua própria cabeça e se mantenham firmes às suas convicções. Basta ver o primeiro-ministro que temos.

Mas uma coisa é certa. Em futebol os resultados é que contam. E os resultados averbados por Scolari deixam- -me apreensivo. Será esta selecção capaz de dar uma boa imagem no Euro'2004? Não sou dos que pedem o título europeu. Nem por sombras. Acho essa meta algo ridícula. Mas depois da vergonha no Mundial, como português gostaria de ver o nosso orgulho restaurado com uma equipa sólida, lutadora, com pingos de classe, difícil de bater.

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Não concordo com algumas opções do treinador brasileiro. Mas outras há em que existem razões disciplinares que levam Scolari a deixar meninos em casa. E contra isso, caros leitores, nada a fazer. O homem que deixou Romário pendurado não vai ouvir os pedidos, berros, uivos ou murros na mesa dados por dirigentes que nada têm a ver com o seu trabalho.

Já não há pachorra para os velhos caciques do futebol português que se julgam superiores a tudo e todos. Pinto da Costa quer a cabeça de Scolari. O brasileiro tem de pagar por não chamar Baía e não jogar com todos os portistas convocados. Mas também tem de pagar pelos que jogam mais vezes, como Costinha.

Há quem deseje a desgraça. Os do costume. Eu cá só vou pedir responsabilidades no fim.

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