Nascido para ganhar

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Nascido para ganhar
Nascido para ganhar

José Mourinho conquistou o seu oitavo campeonato nacional em cerca de 15 anos de carreira que leva enquanto treinador principal. Triunfos conseguidos em quatro países diferentes e nas mais exigentes ligas do Mundo. Uma marca só ao alcance de um técnico de dimensão mundial, cuja vocação nasceu mesmo para uma só coisa: ganhar.

Frontal, pragmático, inteligente e um motivador nato. Enquanto treinador e líder de uma equipa, José Mourinho está nas suas sete quintas. Domina as várias componentes do jogo, desde o treino à tática, passando pelas questões da fisiologia e psicologia desportiva. E é neste todo que consegue ser maior que a soma das partes.

É capaz de blindar o balneário ao centrar todas as atenções em si. É o primeiro a sair em defesa dos seus, não foge às polémicas e até as sabe utilizar em seu proveito, como forma de retirar pressão aos atletas e tirar partido dos conhecidos "mind games" capazes de afetarem o adversário. Os jogadores dão tudo por ele e elevam ao máximo o seu rendimento, motivados pela sua influência positiva.

Trata-se de um guerreiro, no bom sentido do termo, que lidera e sente a confiança e admiração do seu grupo. E ao conquistar a estima e até amizade dos atletas, para além do elevado conhecimento técnico-tático do jogo, consegue motivar e orientar os jogadores em prol de um objetivo comum: a vitória.

Em todos os clubes por onde passou (Benfica, União de Leiria, FC Porto, Chelsea, Inter e Real Madrid), José Mourinho deixou a sua marca. Ao serviço dos dragões, já numa época em que as diferenças de orçamento das equipas nacionais face aos tubarões europeus eram enormes, a conquista da Liga dos Campeões foi prodigiosa. Devolveu a glória europeia a um Inter bem mais fraco do que os rivais de Espanha e Inglaterra. Venceu um campeonato espanhol, superando um Barcelona que era uma das melhores equipas da história do futebol mundial. E no Chelsea é responsável por 60% das cinco ligas inglesas conquistadas em toda a história do clube. É uma obra fantástica.

Ao todo são já 22 os títulos conquistados na sua carreira e é mesmo o treinador das seis principais ligas da UEFA com mais troféus no seu palmarés. E em 737 jogos oficiais, venceu 495 (67,2%), empatou 148 (20,1%) e perdeu apenas 94 (12,7%). Tem mesmo de ser especial. E estamos a falar de um técnico que tem apenas 52 anos, ou seja, ainda vai a meio de uma brilhante carreira.

Por agora, estará empenhado em trabalhar o seu novo Chelsea, uma equipa que começou a moldar na época passada, recheada de jogadores jovens e que foi amadurecendo com um capital de qualidade e recursos que lhe permitem olhar para o futuro com uma ambição ainda maior do que a atual. A conquista da terceira Champions, desta vez ao serviço do Chelsea, será certamente um desejo secreto que possui, podendo assim entrar num grupo restrito de treinadores que alcançaram tal feito.

A médio prazo, José Mourinho nunca escondeu que gostaria de comandar a Seleção Nacional, algo que, a acontecer, será de inteira justiça, já que se trata de um dos melhores treinadores portugueses de todos os tempos. Basta esperar pelo timing certo para ambas as partes. Pelo meio, bem que poderão estar umas aventuras pelas ligas alemã e francesa, para o treinador completar o seu percurso vitorioso nos principais campeonatos europeus. Até ao momento, com mais altos do que baixos, o seu trajeto está a ser radioso.

O craque

Peça-chave no Bessa

Zé Manuel é um dos jogadores nucleares do Boavista de Petit. Este móvel avançado, em tempos uma promessa da formação do Braga, encontrou no Bessa o espaço para finalmente singrar na 1.ª Liga, depois de passagens por Merelinense, Vizela, Braga B e Cinfães. É o melhor marcador da equipa com 6 golos e, além da veia goleadora, personifica o espírito das panteras, mostrando garra e vontade a cada lance que disputa. Mais habituado ao futebol primodivisionário, poderá fazer ainda melhor no próximo ano.

A jogada

 Contrariar a lógica

Promovido diretamente do Campeonato Nacional de Seniores, o Boavista não ia ter um ano fácil. Todos davam a equipa axadrezada como a principal favorita à descida de divisão. Com uma base de jogadores sem rotinas no escalão principal, Petit tinha aqui o maior desafio da sua ainda curta carreira de treinador. Apetrechando-se com alguns jogadores com experiência internacional, o Boavista conseguiu evoluir em plena competição e muitos atletas puderam crescer durante a prova e ajudar a equipa a garantir a manutenção. Um feito digno de registo e elogios.

A dúvida

Lesão na pior altura

Numa temporada em que apenas tinha alinhado 27 minutos com a camisola do Benfica, Nélson Oliveira seguiu para o Swansea com o intuito de jogar mais e dar continuidade à sua evolução. E quando finalmente conquistou a titularidade na equipa britânica, contribuindo com um golo e uma assistência na vitória sobre o Newcastle, uma lesão grave acaba de travar a afirmação do internacional português na liga inglesa. O Swansea parecia estar interessado em avançar para a sua contratação. Depois disto, continuará Nélson Oliveira a jogar na Premier League?

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