Novo discurso... novo resultado

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Portugal ganhou na Bélgica e está cada vez mais encaminhado para marcar presença na fase final do Europeu de 2008. Ainda bem. Independentemente de ser português, sempre gostei de ver as melhores equipas a disputarem os títulos. E, quer se queira ou não, de há uns anos a esta parte que a Selecção Nacional é não só uma das melhores da Europa, como também do Mundo. Assim sendo, "carimbar" o visto para marcar presença nas fases finais dos grandes eventos deixou de ser algo esporádico e dramático e transformou-se num agradável hábito. Estar lá sempre - e a "cheirar" um possível triunfo final - é quase obrigatório tendo em conta a quantidade e qualidade dos futebolistas que os nossos clubes têm produzido nos últimos tempos. Honra lhes seja feita.

Diante de uma equipa de fanfarrões onde abunda gente com facilidade para falar, inclusive mentir, mas com claras carências a nível futebolístico, Portugal só tinha mesmo de vencer. E o facto da partida ser disputada em Bruxelas pouco importava (aliás, nas bancadas, desde cedo só se viu e ouviu a "tugaria" em festa). Nem a ausência de Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes podia melindrar a Selecção.

Não vou dizer que foi fácil, pois seria exagero. Mas, tendo em conta o que se passou, seria tremendamente injusto que Portugal não tivesse arrecadado os 3 pontos. A exibição, com excepção aos primeiros 20 minutos, não foi de encher o olho, mas revelou algo que, em meu entender, faltou nos embates realizados na Finlândia, Polónia e Sérvia: atitude condizente com a vontade de ganhar.

Como não acredito muito em coincidências, creio que o discurso adoptado por Scolari antes da partida terá sido determinante para o desfecho. Pela primeira vez nesta "poule", o técnico não veio com a conversa de que o empate fora de casa era bom, caso não se conseguisse ganhar. É evidente que eu também consigo entender que 1 ponto é melhor que 0. Mas, convenhamos, 3 é muito mais apetecível que 1. E quando nenhum dos nossos adversários de grupo é um "bicho papão", penso que a mentalidade tem de ser só esta: jogar sempre para ganhar e esquecer o mal menor das igualdades.

Scolari avaliou de forma correcta a questão quando explicou que, depois do desaire na Polónia, as contas precisavam de ser "corrigidas" com um triunfo fora. Concordo em absoluto. E acrescento: com este tipo de discurso e atitude logo de entrada, aquilo que parece relativamente fácil de acançar (apuramento), seria ainda mais tranquilo. Os empates na Finlândia e na Sérvia, com mais arrojo, podiam ter acabado em triunfos. E mesmo sabendo que há quem defenda que forçar o ataque pode desguarnecer a defesa, relembro que uma vitória e uma derrota valem 3 pontos e dois empates apenas 2. Mas, agora o que interessa é que a Bélgica já foi "despachada"...

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