Números que dão que pensar
31,4 milhões de euros de prejuízo nos primeiros nove meses da época desportiva e um passivo acumulado superior a 400 milhões de euros. São estes os números (preocupantes) das sociedade anónimas desportivas de Benfica, FC Porto e Sporting.
Mas tanto ou mais grave que os dados conhecidos no princípio da semana são as fracas possibilidade na obtenção de mais valias consideráveis que equilibrem de alguma forma as contas dos três grandes. À exceção do FC Porto, que vai conseguindo colocar no mercado alguns jogadores, não se perspectivam receitas avultadas com transferências neste defeso.
A situação nas SAD's é desesperada. É urgente encontrar soluções para equilibrar os custos com as receitas e não cometer erros recentes. Vejamos o caso do Benfica que não conseguiu ter qualquer retorno com o investimento feito no último verão: os resultados desportivos foram nulos e os dividendos financeiros na mesma ordem.
Em vencimentos, as três sociedades gastaram de 1 de julho a 31 de março 77,1 milhões de euros. Os tectos salarais não têm funcionado como deveriam. Paga-se acima das possibilidades e engorda-se o passivo.
A crise não é só em Portugal. Apesar das evidências propaga-se a demagogia, fazendo-se promessas que não se podem cumprir e criando-se a ilusão que tudo é possível. O pior é que vai surgir o dia em que nem a ilusão restará.
