Bancada de sócios

O clássico, a crise no Sporting e as arbitragens/plantel no FC Porto

1 - No jogo de maior grau de exigência (Nápoles), o Benfica falhou. O clássico do Dragão será o maior teste ao valor real da equipa de Rui Vitória?

Leonor Pinhão (Benfica): Não concordo. O jogo de ‘maior exigência’ têm sido todos os jogos desde que começou a época e o Benfica tem-lhes sobrevivido com estoicismo perante uma vaga de lesões que afastou da equipa jogadores como Ederson, Luisão, Jardel, Jonas, Danilo, Raúl Jiménez, Mitroglou, Zivkovic, Samaris e André Horta, e tudo isto sem chorar, o que muito se aprecia e agradece. O jogo com o Porto será muito mais um teste ao próprio Porto do que ao Benfica, tendo em conta a tabela classificativa.

Rui Calafate (Sporting): Na Champions o Benfica tem vacilado e falhou em Nápoles. No campeonato tem uma sólida vantagem e terá agora no Dragão o mais sério teste à sua liderança. Parte psicologicamente mais tranquilo pelo avanço que tem, é um jogo mais decisivo para o Porto, que não pode deixar fugir os da Luz. Vai jogar na expectativa, o que aumentará a pressão do Porto.

Nuno Encarnação (FC Porto): Não tenho dúvida que será um jogo de prova maior para o Benfica. Um jogo que testará uma defesa que ainda não encontrou a sua estabilidade, um meio-campo que ainda não se impôs e um ataque que tem variado ao sabor das disponibilidades. O Benfica e o Porto estão habituados a jogos de pressão como será este. Poderá o Benfica ir folgado pela vantagem pontual que apresenta? Eu não iria….


2 - O que deve fazer o Sporting para dar a volta à crise? Abdicar da Champions e dirigir o foco exclusivamente para a Liga, é solução? O jogo com o Arouca é mais importante do que o de Dortmund?

Leonor Pinhão (Benfica): A solução foi advogada pelo presidente do clube que, em mais um momento de grande sagacidade, recordou no sábado passado a campanha de 1999/2000 quando o então treinador Augusto Inácio – que tem ali mesmo à mão – conduziu a equipa do Sporting ao título, recuperando os 7 pontos de desvantagem que herdou do italiano Giuseppe Materazzi quando tomou conta da equipa em outubro de 1999. Foi a melhor chicotada psicológica de sempre na história do futebol português.

Rui Calafate (Sporting): Todos os jogos são importantes, o que conta é que, onde entram as camisolas verde e brancas, os jogadores têm de dar tudo, serem abnegados, respeitando a instituição que lhes paga e os adeptos que os apoiam. Na Alemanha temos a oportunidade de, com uma boa exibição, restabelecer patamares de confiança e empatia com os sócios. Depois, com o Arouca, só há licença para ganhar. Não há desculpas.

Nuno Encarnação (FC Porto): Abdicar das competições europeias em prol do campeonato é uma marca de Jorge Jesus. A história repete-se demasiadas vezes com este Senhor que só conheceu o seu sucesso desportivo na Segunda Circular. Estar em quarto lugar não é novidade para Jesus, poupar a equipa com o Dortmund não seria pecado, seria repetir o prato. Jesus, ao jogar em contramão na Segunda Circular, arrisca-se a mais um grande acidente na sua carreira.


3 - É a juventude da equipa de Espírito Santo que tem custado mais pontos ao FC Porto ou são as arbitragens? Que árbitro escolheria para o clássico com o Benfica?

Leonor Pinhão (Benfica): Talvez seja mais a ‘juventude’ de Nuno Espírito Santo enquanto treinador de um grande emblema – aquele desenho… – do que a propriamente dita juventude dos jogadores do Porto que, nestes primeiros meses da temporada, até têm rendido muitas alegrias aos adeptos do dragão, nomeadamente os êxitos da dupla goleadora André Silva/Diogo Jota, a quem não se pode exigir mais. Quanto ao árbitro para o clássico – e como a decisão já não é do Vítor Pereira –, podia ser o guarda Abel.

Rui Calafate (Sporting): O Porto tem uma equipa talentosa mas jovem. E em alguns momentos notamos falta de calma a decidir e ausência de matreirice. Já pecaram por imaturidade, mas os árbitros também já pecaram por incompetência. Para o clássico espero um árbitro experiente e não um dos da nova vaga. PS: Grande jogo em Vila do Conde e uma saudação especial para o espetáculo dentro e fora do campo do Vitória de Guimarães. Foi bom para o futebol português.

Nuno Encarnação (FC Porto): Talvez seja a ‘juventude’ dos árbitros que apitam o Porto… Em Alvalade, contra o Sporting, houve tanta juventude no apito. Em Setúbal a maturidade deste jovem árbitro não apareceu.
Margarida Rebelo Pinto escrevia "Não há coincidências"; eu diria que há permanentes ocorrências contra o Porto e ninguém as corrige. As faltas fazem parte dos jogos e as mesmas alteram os resultados. A cegueira da arbitragem em Portugal é gritante. O Porto é quem mais tem sofrido nos últimos anos.

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