O doping no Benfica
Paulo Barata (râguebi) fez ontem que se falasse de novo no Benfica pelas razões que ninguém gosta: o doping. Juntou-se a Nuno Assis (futebol) e António Tavares (basquetebol), o primeiro numa novela que só termina em Julho com o fim do castigo e o outro ainda à espera de ver o que lhe vai acontecer.
Considero um erro a culpabilização que está sempre associada a qualquer notícia de doping, mesmo antes dos casos dados como concluídos e provados (porque há erros, nomeadamente dos laboratórios, como ainda agora se viu no Mundial de andebol) mas também me parece condenável a atitude dos encarnados que insistem no discurso "de perseguição ao clube".
Luís Horta deve ser prudente nas declarações que faz por estarmos perante um domínio de grande delicadeza e afectação de imagem (com danos quase sempre irreparáveis) mas o discurso vindo da Luz, de ataques ao Secretário de Estado Laurentino Dias e a Luís Horta revelam precisamente o que o Benfica mais condenada: a "cegueira total".
O Benfica deve (e tem) como lhe compete defender os seus atletas e o seu nome até às últimas consequências, mas fazia bem em parar com as acusações que tem feito, sob pena de já ninguém lhe dar ouvidos. Se a verdade estiver do seu lado, virá naturalmente à tona.
