O erro da verdade
Mantorras não conta para Koeman. Num misto de sinceridade mas também de falta de bom senso, o treinador explicou ontem as razões que o levam a descartar o angolano. Ao contrário de outros, que nesta conjuntura se refugiariam numa frase já gasta, do tipo “está a trabalhar para ter uma oportunidade”, o holandês enfrentou a verdade sem pestanejar.
Koeman não falhou no capítulo mais importante, foi honesto com ele próprio. Revelou-se, contudo, um péssimo gestor, se atentarmos à condição de funcionário do Benfica. Não podendo dispensar Mantorras em Janeiro, pois Marcel chegou tarde e Miccoli não superou as constantes lesões, não é razoável admitir-se o empréstimo do avançado um mês depois do encerramento do mercado e ainda a dois do final da época. E há ainda a questão da popularidade do holandês entre os adeptos. Adorado pela multidão, que não esquece o seu papel na conquista do último campeonato, Mantorras passará a ser, por certo, uma arma de arremesso logo após o próximo desaire.
