O grande candidato

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Às vezes o destino gosta mesmo de brincar com as pessoas. No dia em que oBenfica divulga oficialmente a contratação de Jonas, a anunciada solução para resolver todos os problemas do ataque, Talisca sai da casca e marca três golos numa partida só. E aquilo que parecia uma crise de falta de soluções no ataque tornou-se, num piscar de olhos, numa fartura para a qual não haverá barriga. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, mas a verdade é que Jorge Jesus tem poucas razões para se queixar. Talisca, que já tinha deixado boas indicações no dérbi com o Sporting, tem melhorado de semana para semana e começa a desfazer as dúvidas que gerou quando aterrou na Portela, ainda no início de julho.

Com Jonas, um avançado que pouco fica a dever a Rodrigo no rendimento atual (potencial, claro, é outra conversa), Jorge Jesus fica com um plantel de grandíssima qualidade, em tudo semelhante ao da temporada passada, e ainda com mais e melhores soluções para o centro do terreno – Samaris confirmou as expectativas e parece ser um claro “upgrade” ao período pós-Matic da época passada, ocorrido a partir de janeiro. E até no centro da defesa, o único sector que não recebeu reforços de nome, as coisas parecem estar calmas: o nem sempre bem-amado Jardel dá as necessárias garantias a defender e até já participa na construção ofensiva da equipa, algo que Garay fazia como ninguém. Nos primeiros cinco jogos oficiais desta temporada, o Benfica sofreu apenas um golo – e foi Artur que o ofereceu ao Sporting com um erro de principiante.

Ontem, em Setúbal, perante um Vitória que se desfez como um castelo de cartas após sofrer o primeiro tento, só faltou um golo a Lima para que a noite do Benfica fosse perfeita. O brasileiro chegou a mostrar frustração pela falta de acerto, pois correu, lutou e participou em quase todos os movimentos de ataque da equipa. Mas Lima anda numa daquelas fases pela qual já todos os avançados passaram pelo menos uma vez: por muito que faça, a bola não entra. A ansiedade motivada por uma seca que dura há quase cinco meses impediu-o de bater ontem Lukas Raeder, mas o camisola 11 das águias pode ficar descansado: quem joga o que ele joga, quem trabalha o que ele trabalha, nunca verá o seu lugar na equipa posto em causa.

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