O incendiário
Depois dos penáltis que não existiram no fim-de-semana - em Leiria e Alvalade - a arbitragem volta a assumir o protagonismo a meio da semana. Na verdade, só por si, as polémicas com os árbitros, até não provocam grande espanto entre quem acompanha o futebol português mas desta vez há um facto novo. O incendiário não vem dos clubes mas da Comissão de Arbitragem da Liga.
Não se pretende com isto dizer que Vítor Pereira queira prejudicar o Sporting. O que é realmente condenável é a fragilidade em que deixa Duarte Gomes, que entrará no Estádio do Dragão com uma pressão extra. As duas equipas têm os mesmos pontos e idêntica necessidade de vencer (e convencer) para não verem o Benfica fugir ainda mais. Os nervos serão muitos. Ao juiz pede-se, em clássicos como estes, a máxima competência mas também a máxima serenidade. O bom senso teria dito a Vítor Pereira que Duarte Gomes não era a escolha adequada.
O árbitro de Lisboa foi processado pelo Sporting por insultos e empurrões a um dos adjuntos de Paulo Bento e o treinador leonino ainda há pouco mais de uma semana deixou claro que o comportamento do juiz não devia ficar impune. Não terá sido uma provocação de Vítor Pereira, mas que foi imprudência lá isso foi.
E quanto ao Sporting, o melhor que tem a fazer é nada. Se for prudente, Paulo Bento ficará em silêncio sobre a polémica na conferência de imprensa de sexta-feira. Há palavras que é sempre melhor não serem ditas porque o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro.
