O "insulto" de Katsouranis
Num país onde os pais das criancinhas dizem trinta por uma linha aos árbitros, apesar da condição de principiantes dos filhos, que ainda nada sabem sobre as regras da sã convivência e boa educação, pouco se pode dizer sobre os insultos a não ser que (para mal de todos) se vulgarizaram.
Os regulamentos das competições profissionais ou não devem colocar regular a situação (como aliás o fazem), punindo os infratores mas vir agora, um mês depois, fazer das palavras de Katsouranis um "crime" acaba por ser um ultraje às regras do bom senso. Em vez de funcionar como um alerta aparece aos olhos de todos como uma brincadeira de mau gosto.
Perdeu-se o respeito. São múltiplas as situações em que os jogadores "brincam" com o árbitro mas também há exemplos de futebolistas que se queixam de humilhações vindas (como o Freamunde na época passada) dos juízes, mas a indignação do grego não se enquadra num quadro que exija punição.
Parece que nunca antes de Katsouranis algum jogador tenha dito tamanha "barbaridade". E o que dizer de outros agentes desportivos - dirigentes, treinadores - que fazem das palavras (bem duras muitas vezes) armas de arremesso mesmo quando não têm a razão do seu lado? Aí, assobia-se para o ar e o show continua.
