O mau exemplo de Roca

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Em março deste ano, Polga teve de desmentir o que a mulher havia posto a nu: as fraturas no balneário com evidentes prejuízos para a equipa. O central veio horas depois garantir, em comunicado, a coesão e união do grupo de trabalho dirigido por Paulo Bento. Mais tarde (ainda antes das férias), Rochemback criticou os companheiros que colocavam à frente dos interesses coletivos os individuais. As palavras não caíram bem entre os que com ele trabalhavam diariamente. O médio regressou, entretanto do Brasil, com outro discurso. A 10 de julho assegurava que não havia "problema nenhum" e todos estejam "tranquilos e contentes".

Passaram poucas semanas, e sendo verdade que os problemas já são muitos, Rochemback nada faz para os resolver. O assessor vem para a praça pública dizer que o jogador brasileiro está cansado de não jogar e que, se essa situação não se alterar, quer sair. Escolheu uma "boa" altura para o fazer:  os maus resultados sucedem-se, a pressão aumenta em torno de Paulo Bento... Agora, que a união é mais necessária do que nunca, Roca esquece a equipa para olhar para o seu umbigo.

Já havia exemplos da dificuldade de Rochemback lidar com as determinações dos superiores - na primeira passagem por Alvalade, no tempo de Peseiro, nomeadamente - mas esperava-se que o tempo moldasse a impulsividade de quem sentia que tinha o mundo a seus pés.

Nas épocas que esteve fora, Rochemback sentiu sempre que era desejado em Alvalade. Voltou pela porta grande. Só por isso devia pensar que a equipa é tudo. O resto virá depois. Se fizer por isso.

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