O Mundial e as críticas

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O que estarão a esta hora a pensar Raymond Domenech e Carlos Alberto Parreira depois ouvirem e lerem as críticas que os comentadores fizeram após os jogos de ontem? A imprensa brasileira e francesa não é branda "com o lento e burocrático" Brasil nem com a "desinspirada" França e as críticas são bem duras do que as que receberam Scolari e os jogadores portugueses e que tão mal estar criou no grupo português.

Parreira sabe desde o início que tem lidar com esta pressão - "Tira o Ronaldo, Parreira", "Não o coloque mais de início, Parreira - , e "o peso-pesado" Ronaldo, como hoje lhe chamam, por mais que não goste também já está habituado a este lado da questão pelos múltiplos exemplos desta época.

Serve isto para dizer que por mais que um seleccionador ou jogador não goste dos reparos que lhe são feitos tem de estar preparado para esse lado menos bom da profissão e não deve partir para o "ajuste das contas".

Portugal inteiro quer tanto como Scolari o título mundial, o Brasil sofre tanto como Parreira e Domenech e os franceses só pensam em fazer esquecer a vergonha de 2002. Mas se os treinadores gostam que lhe seja reconhecido o êxito (Scolari não se pode queixar), também é bom que "permitam" a contestação. Tanto mais que no futebol não há uma coisa sem a outra.

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