O novo balneário

Adicione como fonte preferencial no Google
O novo balneário
O novo balneário

A vitória impressionante de Luís Filipe Vieira no Benfica não traz apenas uma renovação do mandato. Traz uma transformação da direcção.

É uma limpeza do balneário, com a entrada de reforços importantes e a saída de quem já não interessa a Vieira. O novo Benfica não será igual ao velho Benfica.

A pergunta que todos fazem é se Jorge Jesus fica. Na verdade, já quase todos sabem a resposta: não, não deverá ficar. Só se Vieira fosse sádico, e isso o presidente do Benfica não é, é que Jesus seria deixado à sorte mediática, sem amparo que garantisse a sua permanência. Mas há mais mudanças. Há a saída de Rui Gomes da Silva. E há uma entrada especial: a de José Eduardo Moniz.

O “senhor televisão” já não pesca nesses mares há alguns anos. Passou uma temporada de quatro anos na Ongoing, onde não se sabe o que fez, se é que fez coisa que valha a pena saber. Mas, mesmo depois desse pousio, Moniz é das pessoas que mais sabe do negócio televisivo em Portugal. Não é por acaso que a entrada de Moniz coincide com a ameaça de rompimento com a Sport TV.

A televisão é das fontes de receita mais importantes dos clubes e Vieira nunca se fez rogado: quer tudo ou nada de Joaquim Oliveira. Para isso, criou concorrência à Sport TV com o Benfica TV. Em condições normais, é impossível o Benfica TV gerar a receita para a Luz que Oliveira pagaria. Por isso, ou Vieira foi longe de mais nas ameaças no calor eleitoral (e as declarações anteriores de Moniz não eram tão radicais no corte com Oliveira), ou tem aliados que desconhecemos: a Portugal Telecom, dona do Meo e aliada de Vieira nos últimos anos?

O negócio da televisão ainda vai dar muito que falar pela Luz. Mas agora há Moniz. O novo vice-presidente do Benfica. O futuro presidente do Benfica?

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade