O patinho feio

Adicione como fonte preferencial no Google
O patinho feio
O patinho feio

Também por castigar os que dormem sobre as suas maiores capacidades, o futebol é uma metáfora da vida. Entrar em campo com confiança na vontade coletiva é muito positivo. Diferente é subir à relva sem os níveis de concentração e sem todos os sentidos alerta por menosprezo ao adversário. Aí a sorte vira as costas aos mais dotados e é um castigo para voltar a sorrir. Tudo isto vem a propósito da eliminação do Benfica na Madeira, e dos problemas que o Sporting encontrou ontem para eliminar um Belenenses onde só o treinador se encontra ao nível dos pergaminhos do emblema. No Marítimo, o Benfica encontrou-se em vantagem e descansou. Só acordou da letargia já estava a perder. Foi tarde de mais.

Em Alvalade, o Sporting precisou de um bom sermão de Domingos ao intervalo para enfrentar a segunda parte com a humildade e empenho que permitem estabelecer a vantagem dos mais fortes. Claro, Domingos terá descoberto que Bojinov não é solução na ala, mesmo com fugas para o centro deixando o corredor a João Pereira e Onyewu a compensar aberto na direita – foi por aí, pelo buraco escavado até Polga, que o Belenenses poderia ter chegado ao golo nos primeiros 45 minutos. Na segunda parte, com dois alas e velocidade nos lances divididos, o Sporting foi o bom Sporting e o Belenenses tornou-se no pobre Belenenses que as finanças ditam.

Uma palavra para Daniel Carriço – talvez por ser nascido e criado em Alvalade continua um patinho feio para os bruás da bancada. O novel trinco está a evoluir bem. É ele quem sai da pressão de três adversários a meio-campo e dá a bola limpa para o contra-ataque do 1-0.

Carriço ainda se esconde do jogo quando a bola gira cega no círculo central. É uma mera questão de confiança.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade