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O poder mediático
Hoje é preciso ter muito cuidado com as informações que chegam às redacções. A manchete fácil é um perigo...
Poder mediático. Eis algo em que é difícil bater o futebol nos dias de hoje. O Euro'2004 foi disso um bom exemplo. Falamos de um Campeonato de Europa, evento que comparado com os Jogos Olímpicos deveria ser de somenos importância. Mas a verdade é que isso só acontece em países de grande cultura desportiva. Nos outros, como por cá, a prova que a selecção grega venceu pela primeira vez pulverizou audiências e concentrou atenções. Estamos a 19 dias da festa de Atenas e que sabemos nós dos Jogos? Pouco, muito pouco.
Poder mediático. Hoje esta força criada pelos órgãos de comunicação social, nomeadamente pela televisão, que cria verdadeiros ícones na sociedade contemporânea, tem um papel muito importante. Veja-se o caso da nossa política interna. O primeiro- -ministro é o mais mediático e populista dos políticos portugueses. O ministro da Defesa foi director de um jornal, o provável futuro líder da oposição também não perde uma oportunidade para aparecer. Ou seja, há muita coisa que se joga nesta imagem que se cria para o consumo do povo e a maior parte das vezes o conteúdo pouco importa. Mas isso é outra história.
Poder mediático. No desporto vivem-se fenómenos semelhantes. Beckham não está entre os cinco melhores jogadores do Real Madrid e é todos os dias notícia. Roberto Carlos, um verdadeiro portento de força e técnica, é mais falado desde que se divorciou e alinha numas festas com Ronaldo do que pelo seu talento. Justo? Não, mas isso interessa...?
Poder mediático. Irritantes - direi nojentas...? - são algumas figuras pardas do nosso meio futebolístico que teimam em inventar histórias e notícias para fazer os jornalistas passar mensagens que nada têm a ver com a verdade. E são especialistas. Hoje é preciso ter muito cuidado com o tratamento dado às informações que chegam às redacções. Nestes casos é essencial não cair no facilitismo da manchete bombástica. E tentar confirmar todas as informações. Se não...
Poder mediático. Este ano vamos ter uma SuperLiga duríssima. Antevejo mesmo uma verdadeira guerra. Isto a avaliar pela informação e contra- -informação lançada por clubes e empresários. A última moda é o FC Porto contratar jogadores negociados ou noticiados como alvos dos seus mais directos concorrentes, Benfica e Sporting. Esta não foi a estratégia seguida quando José Mourinho liderava o futebol portista. É a mesma de outros anos. A correcta? São os estranhos prazeres dos nossos barões da bola. Por mim tudo bem. Até vende jornais...
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Cláudio Saúde04 novembro 2026 - 18:03