O primeiro golo

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Tal como há seis anos, quando chegou ao Benfica, Jorge Jesus marcou o primeiro golo na apresentação. Na Luz, prometeu (e cumpriu) uma equipa a "jogar o dobro ou mais"; ontem, em Alvalade, pegou no microfone e, antes de saltar como apenas se tinha visto nos festejos dos títulos ganhos ao serviço dos encarnados, entusiasmou a multidão assumindo de forma clara a candidatura a todos os títulos nacionais – resta saber se a Taça da Liga, uma prova "riscada" por Bruno de Carvalho e que é uma das "especialidades" de Jesus, está incluída neste lote.

A competição começa apenas dentro de cerca de seis semanas, e apenas isso é que vai julgar o trabalho de Jorge Jesus no Sporting. No entanto, o treinador – tal como há seis anos, no outro lado da Segunda Circular – fez aquilo que os adeptos e, em especial, Bruno de Carvalho, lhe exigiam: criou expectativas, sem meias palavras, e aumentou bastante a exigência em relação à última temporada, que, por si só, já era motivo de muita satisfação para quase todos os sportinguistas.

A jogada de risco de Bruno de Carvalho, que está em situação de "all-in" desde que despediu Marco Silva para gastar uma fortuna no treinador do maior rival, teve seguimento nas primeiras palavras de Jorge Jesus em Alvalade. O entusiasmo que o novo técnico gera entre os adeptos é, para já, uma excelente base para preparar uma época que nunca poderá ser assim-assim.

PS: Rui Costa, Figo, João Pinto, Jorge Costa, Rui Bento, Abel Xavier, Sá Pinto, Capucho e Nélson – todos eles foram finalistas vencidos no Europeu de sub-21 em 1994 e fizeram uma carreira de topo. Figo tem razão: para os miúdos de Rui Jorge, isto não acaba agora. É que este escalão já não é de Esperanças.

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