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Bernardo Ribeiro
Diretor de Record
13 novembro 2015 - 00:39

O que fica por dizer nos relatórios

Árbitros deviam ter sido os primeiros a falar das caixas. Ficam mal na fotografia...

Comentários

O caso das prendas do Benfica aos árbitros está a ser investigado. Não é fácil assumir que a oferta de uma camisola, uma entrada para o museu e quatro jantares a cada elemento da equipa de arbitragem sejam corrupção. Até porque todos os clubes dão ofertas de cortesia. Diria mesmo que as que agora são públicas não serão as que decidem ligas. Outras há, provavelmente, bem mais complicadas. E mesmo a viciação de jogos parece-me hoje um problema bem mais grave. Mas essa é uma decisão que cabe às instâncias do futebol . Uma coisa é certa, o bom senso não aconselharia a tanta bonomia com a equipa de arbitragem. Mas há outras coisas já reveladas neste processo que não nos podem deixar sossegados.

A forma leviana como a APAFe os árbitros encaram o problema salta à vista. Os termos escondidos no inquérito, a revelação de que alguns nem sabiam dos jantares, tudo isto soa a desculpas esfarrapadas. E porquê? Porque é muito grave que nenhum árbitro tenha denunciado esta e outras ofertas nos relatório de jogo. Porque os árbitros andam a receber miminhos por esses campos fora e nem sequer os discriminam publicamente, para que se saiba até onde vai a boa vontade dos clubes. E isto é muito revelador. Estaria a APAFà espera que um seu associado confessasse que beneficiava alguém por causa das benesses num inquérito por e-mail? Que validade tem isto?

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Na mesma semana em que Cosme Machado só viu Lito Vidigal entrar dentro de campo, os relatórios dos árbitros revelam enorme importância no futebol português. E constata-se que lá falta muita coisa. Há mesmo quem já tenha tomado posição. Isso sim, preocupa.

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