O que interessa é a bola
Por mais que os outros agentes do futebol, excluídos os jogadores que fazem bem em não se querer meter nesta matéria, aqueçam o clássico de sábado com as chamadas "bocas" e insinuações sobre a competência de Lucílio Baptista, o que interessa verdadeiramente é o jogo em si, a bola.
Os adeptos até podem ir gostando de ouvir e ler o que se vai dizendo à margem do FC Porto-Benfica, mas a preocupação que têm é com a vitória, com a superioridade sobre o adversário, com os pontos que é preciso somar. O show passa-se dentro do campo e não fora dele e é graças ao mesmo que o futebol é o futebol. É por causa dos "tiros no pé", como ontem Madaíl lhe chamou e bem, que o público se cansa e fica sentado no sofá, deixando as bancadas à espera que melhores dias surjam.
O futebol tem a magia de continuar a proporcionar "muito prazer" - Maradona lembrou isso hoje nas Honduras - mas é importante que não conviva com certas "brincadeiras". Uma delas, a ajuntar à "troca de "mimos", é uma calendarização adequada. O que se passou no último fim-de-semana com os jogos de Benfica e Sporting ao mesmo dia e hora quase simultanea, só serviu para passar uma imagem de irresponsabilidade de quem a aprovou. É assim, que se vai matando o futebol.
Apesar de nos relvados nem sempre se jogar bem e de a bola por vezes parecer fugir da baliza a sete pés, a verdade é que o futebol é uma grande paixão. A paixão que os jogadores ainda vão tentando alimentar...
