O sai não sai de Simão

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Mais do que a emoção com o regresso de Rui Costa ou o entusiasmo com a contratação de Fonseca, os adeptos do Benfica acompanharam, mais uma vez , ao minuto (o filme repete-se) a história do sai não sai de Simão Sabrosa. Mas desta novela toda (o ano passado esteve no avião e esta vez passou uns dias em Valencia), há uma conclusão que me parece difícil de evitar: se Simão ficar não será bom nem para o Benfica nem para o próprio jogador.

Simão deixou ao longo de toda a época sinais claros de queria deixar o Benfica, que ambiciona mais para a sua carreira. Quer provar que pode ter sucesso num clube estrangeiro e que o fracasso que teve no Barcelona foi meramente circunstancial, não constituindo qualquer obstáculo a uma nova aventura europeia.

O Benfica constitui um plantel para 2006/07 claramente pensado sem Simão Sabrosa. Foi tudo feito na base da saída certa do capitão e foi a partir desse pressuposto que Fernando Santos iniciou a pré-temporada. Para além de que o encaixe financeiro que a operação envolverá, e tanta falta fará aos cofres encarnados se a transferência falhar, terá de lidar com uma situação que ao longo desta temporada conheceu resultados que não foram os mais desejados.

Por mais empenho e profissionalismo de Simão (dos quais não tenho dúvida), as pernas não responderão como devem se na cabeça existir o fantasma de que se continua onde já não se deveria estar.

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