O tempo de Jesualdo
O clássico de Alvalade trouxe novas leituras a uma liga imprevisível. Se o Sporting e Carvalhal recuperaram fôlego e margem de manobra, Jesualdo vê-se confrontado mais do que com a pouca probabilidade de renovar o título com o seu próprio tempo na estrutura portista.
O FC Porto 2009/2010 tem estado longe do FC Porto 2008/2009. Nas exibições, na motivação, no rigor. Jesualdo tem repetido, na sequência de uma recuperação a um momento adverso, que a equipa tem os seus mecanismos de ressurgimento. "Estamos muito interessados em jogar. E por isso, recorrendo a uma frase já muitas vezes dita, peço: Deixem-nos jogar", disse após a goleada ao Sp. Braga.
O problema é que o que se viu em Alvalade está bem longe dessa imagem que o treinador procurou criar. Os índices de concentração, a tardia recuperação, o desconforto que a entrada do leão causou mostraram um dragão abatido, sem pujança para ser tido em conta na luta pelo título. E aí a primeira responsabilidade é de Jesualdo.
O FC Porto ainda está na Taça de Portugal e na Liga dos Campeões. A análise ao trabalho de Jesualdo não poderá ser nunca remetida a uma competição mas este não é o FC Porto que Pinto da Costa gosta.
