O toque de André

Adicione como fonte preferencial no Google
O toque de André
O toque de André

1 Depois de ter coadjuvado José Mourinho na função de treinador adjunto, André Villas-Boas, além da inegável qualidade como técnico principal, parece ter um verdadeiro toque de Midas no que respeita à seleção dos seus assistentes. Vítor Pereira sagrou-se campeão nacional pelo FC Porto, Roberto di Matteo, conseguiu triunfar com o Chelsea na Liga dos Campeões. E Pedro Emanuel, que também o auxiliou no passado, venceu Taça de Portugal e qualificou a Académica para as provas europeias. É caso para dizer que André tem olho para o assunto. A Académica marcou primeiro e defendeu a vantagem. Fez o seu jogo e acabou por merecer a vitória. Ricardo esteve em excelente plano e foi um muro intransponível para o Sporting, que não esteve ao nível que era esperado. Por vezes, David vence Golias e no futebol não há vencedores antecipados.

2 Apesar de tudo, em jeito de balanço, os primeiros meses de Sá Pinto no comando técnico do Sporting foram muito positivos. Pegou num grupo psicologicamente destroçado e conseguiu animar jogadores e adeptos para uma entusiasmante ponta final. Numa época de renovação, a equipa fez a inevitável “travessia do deserto” até os atletas se entrosarem. Domingos percorreu a fase inicial e o seu trabalho deve ser reconhecido. Mas, talvez por sentir a alma leonina, Sá Pinto tirou melhor proveito do lado emocional dos jogadores. Com Domingos, o Sporting conquistou uma média de 1,8 pontos por jogo na Liga, enquanto que Sá Pinto atingiu uma marca de 2,3 pontos, registo igual ao de Jorge Jesus no Benfica. Em acréscimo, fez uma campanha europeia memorável, onde eliminou o Manchester City. Os sportinguistas esperam que Sá Pinto inicie um novo ciclo de vitórias. O treinador sabe que o caminho será longo; desde logo, porque a concorrência é forte, dado o maior poder económico de FC Porto e Benfica. Nestas condições, Sá Pinto terá de obter rendimento desportivo, mas, pela amostra deste ano, teremos um Sporting ambicioso e capaz.

3 A nomeação de Pedro Proença para apitar a final da Liga dos Campeões foi uma “bofetada de luva branca” para quem andou a criticar a arbitragem portuguesa e este árbitro em particular. Proença prestigiou o país e correspondeu dentro de campo, dirigindo a partida com segurança e sem erros de maior. A nossa arbitragem não é perfeita, comete erros (por vezes muitos), mas o retrato não é tão mau quanto o pintam dentro de portas. Criticar apenas porque o clube X foi prejudicado em certos jogos, omitindo os benefícios de outras partidas, é desonestidade intelectual.

4 O alargamento da 1.ª Liga não foi aprovado pela FPF. Decisão sensata, numa altura em que o futebol luso passa dias muito difíceis. Mais clubes no escalão principal, seria agudizar a crise. A Liga de tem de impor um maior controlo às finanças dos clubes. Há que cortar custos e reequilibrar orçamentos para evitar salários em atraso.

5 Paulo Bento escolheu os seus 23. Com ou sem justiça, é sempre subjetivo. Estes atletas vão representar Portugal e merecem todo o nosso apoio e esperança. Temos um grupo difícil, mas a história já mostrou que os portugueses costumam superar obstáculos complicados. Há razões para acreditar que a Seleção passará aos quartos-de-final.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade